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Lula afirma que Trump não pode ameaçar países com guerra constante

Lula critica Trump por ameaçar guerras e defende reforma do Conselho de Segurança da ONU para ampliar a representatividade global

1 de 1 lula-posse-guimaraes - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
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  • Lula criticou Donald Trump por ameaçar países com guerra o tempo todo, dizendo que o ex-presidente não foi eleito imperador do mundo, em entrevista à Der Spiegel durante giro pela Europa.
  • O presidente pediu que a ONU convoque uma reunião do Conselho de Segurança para cobrar responsabilidade de Trump, Putin e outros sobre o conflito no Irã, defendendo mudanças no órgão.
  • Lula afirmou que é preciso evitar que guerras afetem pobres da África e da América Latina e sugeriu convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária da ONU.
  • Sobre Cuba, disse que não enviou petróleo para não prejudicar a Petrobras, mas que pode enviar medicamentos e alimentos para ajudar o país a se tornar independente do petróleo.
  • Em relação à reeleição, não confirmou a candidatura, dizendo que está preparado, e o país visitaria Espanha, Alemanha e Portugal entre 17 e 21 de abril.

Em entrevista à Der Spiegel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Donald Trump por ameaçar outras nações com guerra, afirmando que o ex-presidente dos EUA não foi eleito imperador do mundo. A publicação saiu na véspera de a viagem de Lula a uma programação de três países na Europa.

Lula enfatizou a necessidade de um multilateralismo mais robusto para evitar que conflitos se espalhem e afetem populações vulneráveis. O presidente disse ainda que pediu apoio a Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron para uma reunião do Conselho de Segurança da ONU que trate do Irã, sem sucesso até o momento.

O petista comparou o cenário internacional a um navio à deriva, com a ONU sem funções claras para frear tensões entre grandes potências. Ele pediu que o Conselho seja reformado para incluir membros de África, Oriente Médio, Brasil e Alemanha, destacando discordâncias com a composição atual.

Em relação à atuação externa do Brasil, Lula criticou a concentração de poder no Conselho de Segurança, apontando que os cinco membros permanentes possuem arsenais nucleares e historicamente protagonizam intervenções militares. A fala ocorreu durante a entrevista publicada na véspera de viagem à Europa.

Petrobras e Cuba

Questionado sobre ajuda energética a Cuba, Lula disse que não enviou petróleo para o país atualmente, por temer impactos negativos para a Petrobras em Wall Street. Ele afirmou que o Brasil pode enviar medicamentos e alimentos para colaborar com a independência cubana do petróleo.

O presidente ressaltou que as relações com Cuba são positivas e que a prioridade é não prejudicar o Brasil, mantendo, porém, a possibilidade de apoio humanitário sem comprometer a empresa brasileira.

Candidatura para a reeleição

Lula não confirmou antecipadamente se disputará a reeleição em outubro, dizendo que a decisão depende da convenção do PT. Ao mesmo tempo, afirmou estar em boa forma física e mental para a missão. Ele reiterou a importância de defender a democracia diante de adversários políticos.

Sobre a oposição de Flávio Bolsonaro em pesquisas, Lula disse que respeitará o resultado das urnas. O presidente destacou que o Brasil continua democrático, ressaltando que o país vencerá a eleição e que a democracia deve se fortalecer.

A entrevista coincide com a viagem de Lula pela Europa entre 17 e 21 de abril, incluindo Espanha, Alemanha e Portugal. Em Hannover, ele participa da abertura da Feira de Hannover, evento que terá o Brasil como país-parceiro neste ano.

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