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Lula critica Conselho de Segurança da ONU e defende mudança imediata

Lula critica a ONU e pede mudança imediata do Conselho de Segurança, alegando que os permanentes são grandes produtores de armas e falham em manter a paz

Lula envia projeto do fim da jornada de trabalho 6x1 ao Congresso | Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula criticou o Conselho de Segurança da ONU, dizendo que ele deveria ser alterado “imediatamente”.
  • Ele afirmou que os cinco membros permanentes — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — são os maiores produtores de armas, o que, na visão dele, atrapalha o objetivo de manter a paz.
  • Propôs incluir representantes permanentes da África, do Oriente Médio, além do Brasil e da Alemanha, afirmando que a composição atual é obsoleta e beneficia potências desenvolvidas.
  • Em entrevista à Der Spiegel, Lula citou intervenções de França e Reino Unido na Líbia, dos EUA no Iraque e da Rússia na Ucrânia, destacando conflitos envolvendo Israel e o Irã.
  • Pediu que o secretário-geral da ONU, António Guterres, convoque imediatamente uma Assembleia Geral Extraordinária para cobrar responsabilização de Trump, Putin e outros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o Conselho de Segurança da ONU, defendendo sua alteração imediata. Em entrevista publicada pela revista alemã Der Spiegel, ele disse que os cinco membros permanentes são os maiores produtores de armas, o que seria incompatível com a função do órgão. A declaração ocorreu durante a viagem dele à Europa.

Lula pediu a inclusão de representantes permanentes da África, do Oriente Médio, do Brasil e da Alemanha, argumentando que a composição atual é obsoleta e favorece potências desenvolvidas, falhando em prevenir conflitos. Segundo o presidente, o sistema atual privilegia grandes armadores.

Em relação a ações históricas dos membros, ele citou intervenções na Líbia, no Iraque e na Ucrânia, além do papel de Israel no conflito com Gaza, para sustentação de seu argumento de incoerência entre a carta da ONU e as práticas dos membros. Ele apontou impactos sobre as populações mais pobres.

Propostas de reforma

A ideia central é ampliar a representatividade e reduzir o peso militar dos membros permanentes, com a criação de novas vagas permanentes ou de maior participação de regiões sub-representadas. Lula reforçou a necessidade de um multilateralismo mais eficaz para conter escaladas de conflito.

Contatos e desdobramentos

O presidente afirmou ter discutido o tema com líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron, sem obter adesão suficiente. Ele cobrou maior atuação do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária. Lula criticou ainda a postura de Trump.

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