- Lula afirmou em entrevista à Der Spiegel que Trump não foi eleito “imperador do mundo” e que não pode ficar ameaçando países com guerra.
- Ele pediu a Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron que convoquem a ONU para fazer Trump discutir o Irã, mas não houve resposta.
- O presidente defendeu mudanças imediatas na composição do Conselho de Segurança da ONU, incluindo África, Oriente Médio, Brasil e Alemanha como membros permanentes.
- Sobre Cuba, Lula disse que não enviou petróleo para o país para evitar impactos negativos na Petrobras, mas mencionou possibilidade de enviar medicamentos e alimentos.
- Quanto à reeleição, não confirmou a candidatura, dizendo estar “100% preparado” e que a decisão depende da convenção do PT; ele firma viagem à Europa entre 17 e 21 de abril.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista à revista Der Spiegel para comentar questões internacionais e a política externa brasileira. O tema central foi o papel dos EUA no cenário global, com críticas ao uso da força e aos conflitos regionais.
Lula afirmou que o Brasil não vê o líder americano como balizamento mundial e pediu maior cooperação multilateral para evitar que disputas entre potências derramem custos para populações vulneráveis. O tom foi de chamado à responsabilidade global.
O presidente também mencionou ter conversado com líderes estrangeiros sobre a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU, buscando inclusão de novas vozes e equilíbrio entre os blocos. A autonomia do órgão foi apresentada como essencial para a paz.
Sobre Cuba, Lula disse que o Brasil não enviou petróleo para evitar impactos na Petrobras, que opera nos mercados internacionais. Ele apontou que a ajuda pode seguir na forma de medicamentos e alimentos para reduzir a dependência energética cubana.
A entrevista ocorreu na véspera de uma viagem de Lula à Europa, com fases na Espanha, Alemanha e Portugal. A participação na abertura da Feira de Hannover está prevista, fortalecendo a parceria entre Brasil e setor industrial alemão.
Viagem e contexto político
O diálogo ocorreu em meio a intensas atividades diplomáticas do governo brasileiro. Lula ressaltou empenho em manter a democracia e afirmou que respeitará o resultado das urnas, independentemente do desfecho nas pesquisas.
A reportagem também registrou que o petista não confirmou de imediato a candidatura à reeleição, destacando preparação para as próximas etapas do processo político. A agenda europeia é vista como prioridade externa.
A viagem atual coincide com a aproximação de alianças regionais e com a criticada gestão de conflitos internacionais. O Brasil observa com cautela a evolução de tensões envolvendo China, EUA e Rússia.
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