- Uma médica venezuelana, Rubeliz Bolivar, foi detida pela imigração no aeroporto de McAllen, no Texas, antes de viajar para acompanhar o marido ao pedido de asilo.
- Bolivar e a filha de 5 anos, cidadã americana, viajavam para se reunir ao marido em Los Angeles para o atendimento do pedido de asilo que durava mais de 10 anos; ela não pôde comparecer.
- O marido, Milenko Faria, chegou para a entrevista no USCIS, em Los Angeles, enquanto a esposa permaneceu detida e não participou do encontro.
- Bolivar está detida desde o domingo em uma instalação da imigração no Texas; segundo a defesa, ela foi detida após passar pela segurança ao apresentar apenas a carteira de motorista e uma autorização de trabalho.
- As detenções ocorrem em meio a ações de endurecimento de políticas de imigração nos últimos meses, com Bolivar citando que entrou no país com visto de turista em 2016 e está em situação irregular desde 20117.
A médica venezuelana Rubeliz Bolivar, de 33 anos, está detida em uma instalação de imigração no Texas enquanto seu marido, Milenko Faria, chegou a Los Angeles para uma entrevista de asilo. O casal aguarda desde 2014 pela possibilidade de residência permanente nos EUA, mas o agendamento foi disruptado quando Bolivar foi detida no aeroporto de McAllen, no Texas, junto com a filha do casal, de 5 anos, cidadã americana.
Faria compareceu ao encontro de imigração na manhã de ontem, enquanto Bolivar já cumpria o sexto dia de custódia. Eles estavam acompanhados pela filha no momento da detenção, que ocorreu antes de o casal conseguir realizar a entrevista conjunta que havia sido planejada por mais de uma década.
Bolivar trabalha há pouco tempo na emergência de um hospital em McAllen, cidade do Vale do Rio Grande, próxima à fronteira com o México. Ela havia chegado aos EUA com visto de turista em 2016, após concluir a faculdade de medicina na Venezuela. A família também busca residência permanente por meio de um visto de trabalhador qualificado, processado pela empresa de Faria, que atua como técnico de sistemas de informação desde 2019.
A Administração de Segurança Nacional (DHS) informou que Bolivar foi presa por estar no país sem status legal, após ter excedido o período autorizado de permanência desde 2017. Segundo a porta-voz da DHS, a solicitante não possui status legal vigente. Dados de políticas de imigração apontam mudanças recentes que acarretaram maior atenção a indivíduos com processos pendentes junto ao USCIS.
A família morava em Santa Maria, Califórnia, até Bolivar se mudar para o Texas em 2025 para a residência médica. Faria afirmou que viajou a cada dois meses para visitá-la com a filha; o dia da prisão foi a primeira viagem da médica desde a mudança.
Antes da detenção, Bolivar foi abordada pela equipe de fiscalização de fronteiras antes da passagem pela triagem de segurança. A médica apresentou a identificação com a indicação Real ID e uma autorização de trabalho válida até 2030, além de informar que estava ajustando o status para green card e que seguia para um atendimento de asilo na Califórnia. O casal informou que a filha, cidadã norte-americana, foi entregue ao avô 19 horas após a detenção e permanece sob cuidados dele na Califórnia.
Bolivar foi transferida para custódia da ICE no domingo, permanecendo na unidade El Valle, no Texas. O casal descreveu que a médica questionou o motivo da detenção, sem resposta prevista até o momento. A reportagem é apoiada por informações da Associated Press, com contribuição de Valerie Gonzalez.
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