- O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, vai faltar à próxima reunião informal de assuntos externos em Luxemburgo, após a derrota do governo de Viktor Orbán.
- O primeiro-ministro eleito, Péter Magyar, acusou Szijjártó de destruir documentos sensíveis relacionados às sanções à Rússia; o ministério afirmou que somente cópias em papel foram destruídas e nenhum dado foi perdido.
- Szijjártó ficou no centro de controvérsias por suas ligações com o ministro russo Sergey Lavrov, incluindo tentativas de remover empresários russos das listas de sanções da União Europeia.
- Vazamentos mostram chamadas entre Szijjártó e Lavrov durante encontros da UE, com o ministro dizer que as conversas ocorreram em momentos diferentes e negar violações de regras.
- Desde as eleições, em meio a acusações e controvérsias, Szijjártó tem se mantido afastado da atuação pública enquanto Magyar assume o governo e pede preservação de arquivos relevantes.
Péter Szijjártó, ministro das Relações Exteriores da Hungría, não participará da próxima reunião de assuntos exteriores em Luxemburgo, após a derrota do governo de Viktor Orbán. A informação foi confirmada por diplomatas da UE à Euronews; o gabinete do chanceler não respondeu a pedidos de comentário.
O primeiro-ministro político de Orbán, que venceu as eleições no domingo passado, também anunciará que não participará da Cúpula Informal da UE em Chipre na próxima semana. O afastamento de Szijjártó ocorre em meio a controvérsias em torno de seus laços com a Rússia.
Szijjártó ficou no centro de críticas durante a campanha, com a divulgação de gravações e transcrições que sugerem relações estreitas com Moscou. Entre os relatos, houve alegações de que ele ajudaria a remover empresários russos da lista de sanções da UE e contatos com autoridades russas durante momentos-chave de sombreamentos europeus.
Um afastamento público foi acompanhado por relatos sobre o sumiço do ministro do radar público, incluindo as redes sociais, onde ele costumava manter forte atividade. Na sequência, o gabinete do futuro premiê, Péter Magyar, classificou como grave a suposta destruição de documentos sensíveis ligados às sanções à Rússia.
Mudanças no comando e resposta oficial
Magyar e sua assessora de relações exteriores, Anita Orbán, pediram que os arquivos relevantes sejam preservados. O Ministério das Relações Exteriores negou as acusações, afirmando que apenas cópias em papel de arquivos eletrônicos foram destruídas e que nenhum dado foi perdido. Enquanto isso, Szijjártó enfrenta escrutínio sobre contatos secretos com Moscou.
Em março, o The Washington Post informou que o ministro fez ligações a autoridades russas durante intervalos de reuniões da UE em Bruxelas. Szijjártó contestou o timing e disse que as conversas ocorreram antes e depois das reuniões, negando violar regras e definindo como envolvimento diplomático. A Rússia permanece sob sanções da UE.
Outras reportagens de abril mostraram gravações de uma ligação entre Szijjártó e Sergey Lavrov, na qual o ministro húngaro ofereceu ajuda para remover a irmã de um empresário russo das listas de sanções da UE, a pedido de Lavrov. As informações foram recebidas com ceticismo por parte de críticos.
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