- Orbán afirmou que o Fidesz precisa de uma “renovação completa” após a derrota esmagadora que encerrou seus 16 anos no poder.
- A eleição deu ao opositor Tisza party, liderado por Péter Magyar, uma maioria de dois terços no Parlamento.
- Orbán disse que não deixará o cargo de presidente do partido e que já está trabalhando para reorganizar a estrutura interna.
- Magyar prometeu reconstruir relações com a União Europeia e a OTAN e planeja a transferência de poder o quanto antes, com a sessão inaugural prevista para 6 ou 7 de maio.
- Apesar da derrota, Orbán destacou que quase 2,4 milhões de pessoas votaram no Fidesz e que o apoio permanece no país.
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán informou nesta quinta-feira que o partido Fidesz precisa de uma “renovação completa” após a derrota esmagadora nas eleições parlamentares de domingo, em Budapeste. A derrota encerra 16 anos de governo de Orbán.
O resultado entregou uma maioria absoluta de dois terços no Parlamento ao oposicionista Partido Tisza, liderado por Péter Magyar, que prometeu reconstruir relações com a União Europeia e a OTAN, distanciando-se de políticas de Orbán.
Magyar, ex-aliado de Orbán, arregaçou as mangas para acelerar a transferência de poder após a consulta com a presidência sobre a sessão inaugural do novo Parlamento, provável para 6 ou 7 de maio.
Orbán afirmou, em интервista a um canal de YouTube pró-Orbán, que houve mudança de era política e que, apesar da derrota, não pretende abandonar a liderança do partido, mantendo o comando para reorganizar a base.
Em discurso, o premiê reconheceu o peso do resultado, descrevendo-o como doloroso e mantendo que a base de apoio do Fidesz permanece significativa, com cerca de 2,4 milhões de votos no país de aproximadamente 9,5 milhões de habitantes.
O comício pós-eleitoral mostrou Orbán atribuindo responsabilidade pela derrota a falhas internas, enquanto Magyar destacou planos de rápidas mudanças institucionais e o objetivo de estabilizar o governo recém-eleito.
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