- A Polícia Federal quer entender as condições que embasaram a soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem, ocorrida dois dias após a prisão pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE).
- Uma reunião com autoridades norte‑americanas já estava agendada para a tarde de quinta-feira, 16 de abril, para tratar do caso.
- Ramagem foi preso na segunda-feira, 13 de abril, encaminhado a um centro de detenção, mas, dois dias depois, seu nome não constava mais dos registros do sistema prisional nem da base do ICE.
- Segundo o blogueiro que acompanha o caso, Ramagem não precisou pagar fiança para ser liberado.
- O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência fugiu para os Estados Unidos em setembro do ano passado, deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (Roraima); os EUA analisam pedido de asilo e de extradição, enquanto o Brasil prepara um dossiê para a organização responsável pela deportação.
A Polícia Federal quer esclarecer as circunstâncias da soltura do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, ocorrida dois dias após sua prisão pelo ICE. Investigadores planejam uma reunião com autoridades dos EUA para entender os fundamentos da decisão de liberdade. Ramagem foi detido nos EUA e liberado sem pagamento de fiança, segundo fontes.
Ramagem foi preso nesta segunda-feira, 13/4, e encaminhado a um centro de detenção. Dois dias depois, seu nome desapareceu dos registros do sistema prisional e da base de dados do serviço de imigração, o que gerou dúvidas entre os agentes. Ele atua como bolsonarista envolvido em investigações de 16 anos de prisão por tentativa de golpe.
O episódio ocorre no contexto de o ex-parlamentar ter fugido para os Estados Unidos em setembro do ano passado, pela fronteira com a Guiana, em Bonfim, no estado de Roraima. No Brasil, autoridades preparam um dossiê sobre a situação de Ramagem, incluindo a entrada irregular nos EUA, para encaminhar a Enforcement and Removal Operations, órgão de deportação.
As informações indicam que o material pode acelerar ações de deportação ou de análise de asilo. O dossiê é visto como instrumento para esclarecer a origem da soltura e estabelecer próximos passos. No momento, EUA avaliam pedido de asilo e possível extradição, sob análise da Embaixada brasileira em Washington.
Contexto do caso
Ramagem, cassado, está no exterior desde setembro do ano passado. Sua detenção recente não estaria relacionada ao pedido de extradição divulgado pela Embaixada do Brasil. A PF pretende entender quais elementos embasaram a liberação e se houve falhas no processamento.
Desdobramentos e próximos passos
Uma reunião com autoridades norte-americanas para esta quinta-feira visa esclarecer as condições da soltura e o fluxo de informações entre os dois países. A PF também avalia como seguir com o material reunido e quais medidas tomar diante da nova situação.
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