- A polícia turca deteve 162 pessoas acusadas de postar conteúdo controverso online sobre dois tiroteios ocorridos nesta semana.
- Em Siverek, no sudeste, 16 pessoas ficaram feridas em um tiroteio na Escola Técnica Ayser Çalık; o atirador, um ex-aluno de 19 a 20 anos, cometeu suicídio.
- Em Kahramanmaraş, oito estudantes e um professor foram mortos; 13 ficaram feridos, incluindo seis em estado crítico; o atacante de 14 anos também morreu.
- A investigação revelou planejamento prévio, com documento encontrado no computador do suspeito; ele teria feito referência a Elliot Rodger em foto de perfil no WhatsApp.
- A repressão online resultou em 95 detenções por postar conteúdo que incentivava ataques ou divulgava imagens do crime; 1.104 contas de redes sociais foram restringidas. Além disso, 67 pessoas foram presas por compartilharem mensagens sobre ataques a outras escolas.
Dois ataques a escolas na Turquia deixaram mortos e feridos nesta semana, conforme informações oficiais. Em Siverek, no sudeste, 16 pessoas ficaram feridas em um atentado numa escola profissional de ensino técnico na terça-feira. No dia seguinte, oito alunos e uma professora foram mortos em Kahramanmaras, após um ataque na Ayser Calik Secondary School, que também deixou 13 feridos.
A polícia deteve 162 pessoas por postar conteúdo controverso sobre os ataques, acusadas de compartilhar vídeos, espalhar mensagens de medo e elogiar crimes, segundo o Ministério da Justiça. Outras 67 pessoas foram presas por indicar que haveria novos ataques em outras escolas.
O suspeito de Kahramanmaras, um jovem de 14 anos, morreu durante o ataque, que também envolveu o porte de cinco armas e sete carregadores, conforme relatos oficiais. A investigação apontou que o agressor planejava o ataque com antecedência, e um documento de 11 de abril de 2026 foi encontrado em seu computador.
Em Siverek, o atirador ex-aluno utilizou uma espingarda para atacar em sala de aula e cometeu suicídio no local, segundo o governador Hasan Şildak. Em Kahramanmaras, autoridades disseram que o ataque ocorreu em duas salas de aula, com oito mortos e 13 feridos, incluindo seis em estado grave.
Diversas autoridades informaram que, após os ataques, o governo restringiu conteúdos online e bloqueou 1.104 contas de redes sociais. Três ministros do governo devem comparecer aos funerais, onde familiares identificaram vítimas, incluindo uma menina de 10 anos, Zeynep, cuja família pediu mais proteção nas escolas.
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