- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse estar “pronto” para enfrentar uma possível agressão militar dos Estados Unidos, durante as celebrações do 65º aniversário da Invasão da Baía dos Porcos.
- A declaração ocorre dias depois de Donald Trump sugerir que pretende agir contra a ilha, aumentando a escalada de tensão.
- Segundo relatos, o Pentágono estaria preparando cenários para uma eventual intervenção militar, com planos de resposta operacional.
- Washington vem endurecendo o cerco econômico desde o início do ano, classificando Cuba como ameaça à segurança nacional e restringindo o petróleo.
- Apesar da pressão, há sinais de canais diplomáticos ainda abertos, com conversas preliminares entre Havana e Washington para tentar conter a crise.
Miguel Díaz-Canel afirmou nesta quinta-feira, 16, que Cuba está pronto para enfrentar qualquer agressão militar dos Estados Unidos, em meio a uma escalada de tensões entre ambas as nações. O presidente falou durante as comemorações do 65º aniversário da Invasão da Baía dos Porcos, em Havana, diante de milhares de apoiadores.
Ele ressaltou que o país não quer a guerra, mas deve se preparar para evitá-la e, se for inevitável, vencer. A declaração enfatizou a disposição popular para defender a soberania cubana, custe o que custar, segundo relato da cerimônia.
A fala ocorre dias após Trump sinalizar, publicamente, a intenção de agir contra Cuba, elevando o tom de suas críticas ao regime. O ex-presidente sugeriu que a ilha pode se tornar alvo de uma nova fase de intervenção.
Escalada recente
O jornal USA Today aponta que o Pentágono tem estudado, de forma discreta, cenários para uma eventual operação militar caso haja autorização da Casa Branca. As propostas incluem respostas operacionais diante de diferentes níveis de intervenção.
A crise foi contrastada por medidas americanas que endureceram o cerco econômico a Cuba, incluindo restrições ao envio de petróleo, o que agravou a crise energética na ilha. Cuba segue sob pressão por políticas do governo de Washington.
Desde o início do governo atual, a administração de Trump já reverteu políticas de reaproximação com Havana e reconduziu Cuba à condição de país patrocinador do terrorismo, além de ampliar sanções e pressões diplomáticas.
Entre as ações recentes está a ampliação de sanções a terceiros países que mantenham comércio de petróleo com Cuba, anunciada como forma de sufocar a economia local. O governo americano acusa Havana de alinhamento com Rússia, China e Irã.
Embora haja forte pressão, autoridades de ambos os lados afirmam que existem canais diplomáticos ainda ativos. Informações indicam conversas preliminares para buscar contenção da crise entre Washington e Havana.
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