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Presidente do Líbano se recusa a falar com Netanyahu, diz fonte à CNN

Presidente do Líbano se recusa a falar com Netanyahu; negociações só ocorrerão após cessar-fogo entre Líbano e Hezbollah

Joseph Aoun, presidente do Líbano, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
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  • O presidente do Líbano, Joseph Aoun, recusou falar com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, segundo fonte à CNN.
  • Autoridades libanesas disseram a Israel e aos EUA que não buscarão novas negociações até um cessar-fogo entre o Líbano e o Hezbollah.
  • Donald Trump afirmou nas redes sociais que haveria conversa entre os dois líderes, mas sem detalhes sobre local ou formato.
  • Netanyahu e Aoun teriam conversa agendada para quinta-feira, após as primeiras discussões diretas entre os governos em Washington, nesta semana.
  • Israel afirma que não busca encerrar a guerra contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, que já matou mais de 2.167 pessoas e desalojou mais de 1,2 milhão de moradores no Líbano.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, não aceitou falar com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, segundo uma fonte libanesa ouvida pela CNN. A recusa ocorreu após a declaração de Donald Trump de que haveria conversas entre os dois líderes.

A fonte afirmou à CNN que autoridades libanesas informaram Israel e os EUA de que não serão buscadas novas negociações até que se estabeleça um cessar-fogo entre o Líbano e o Hezbollah. A informação ressalta condições para avanços diplomáticos na região.

Nesta quinta-feira, autoridades israelenses anunciaram que havia uma conversa agendada entre Netanyahu e Aoun, após as primeiras discussões diretas entre os dois governos em mais de quatro décadas, ocorridas em Washington, nesta semana.

Trump havia mencionado, por meio de redes sociais, que os dois líderes discutiriam, mas não detalhou onde ou como o contato ocorreria. A menção ocorre em meio a tentativas de mediação externa para reduzir as hostilidades na região.

Israel mantém a posição de que não busca encerrar de imediato a guerra contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. As ofensivas do conflito já causaram mais de 2.100 mortes e provocaram a deslocação de cerca de 1,2 milhão de libaneses.

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