- O Kremlin afirmou que a Rússia minimiza o impacto das sanções, após EUA não renovar a isenção para compra de parte do petróleo russo sem sanções.
- A isenção de 30 dias vencia em 11 de abril e fazia parte de esforços para controlar preços globais de energia durante a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
- Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, disse que a isenção não será renovada.
- Especialistas contaram ao The New York Times que navios sancionados russos utilizam táticas para ocultar sua identidade, incluindo spoofing de dados marítimos.
- A receita da Rússia com exportação de petróleo e derivados quase dobrou em março, atingindo cerca de US$ 19 bilhões.
A Rússia minimizou o impacto das sanções internacionais após o governo dos EUA não renovar uma isenção que permitia a compra de parte do petróleo russo sem sanções. A afirmação foi feita pelo Kremlin nesta quinta-feira (15), em reação à decisão anunciada pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
Segundo o governo americano, a isenção, válida desde meados de março por 30 dias, expirou em 11 de abril. A medida fazia parte de um pacote para tentar conter preços globais de energia durante conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O supervisor Scott Bessent, do Tesouro dos EUA, indicou que a isenção não seria renovada. A decisão dificulta operações de navios sancionados com petróleo russo no mar, segundo avaliação de analistas citados pelo The New York Times.
Especialistas ouvidos pelo veículo destacaram que táticas como o spoofing de dados marítimos têm sido usadas para ocultar a identidade de embarcações, ampliando a complexidade de fiscalização das sanções.
Dados oficiais indicam que a receita da Rússia com exportação de petróleo e derivados quase dobrou em março, atingindo cerca de US$ 19 bilhões, reforçando, segundo analistas, a necessidade de monitorar o efeito real das medidas restritivas.
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