- Keir Starmer e Emmanuel Macron vão sediar uma reunião virtual de líderes nesta sexta-feira para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz.
- Cerca de quatro dezenas de países devem discutir apoio ao cessar-fogo entre Estados Unidos e Israel e a segurança das rotas marítimas pelo estreito.
- Os participantes devem estabelecer uma missão internacional estritamente defensiva para reabrir o estreito assim que as condições permitirem.
- A missão defenderá a passagem de navios e a segurança de suas tripulações, incluindo possíveis ações de desminagem e vigilância marítima.
- A Alemanha informou estar pronta para contribuir com navios e monitoramento, desde que haja base legal clara para a atuação.
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente francês Emmanuel Macron vão liderar uma reunião virtual de líderes globais nesta sexta-feira (17) para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz. O encontro ocorre ao lado de 40 países e visa apoiar um cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã, além de garantir a segurança das rotas marítimas.
Segundo o governo britânico, será lançada uma missão internacional para a reabertura do estreito. A tarefa, estritamente defensiva, reunirá esforços militares conjuntos assim que as condições permitirem, com foco na proteção de navios e da navegação.
A cúpula também debaterá a atuação da Organização Marítima Internacional para assegurar a passagem segura das embarcações e de seus tripulantes pelo estreito, uma rota estratégica que liga o Golfo ao Mar Vermelho.
Starmer deve chegar a Paris na manhã desta sexta para a cúpula ao lado de Macron. O chanceler alemão, Friedrich Merz, também viajará a Paris para participar do encontro, segundo um funcionário do governo alemão.
Um responsável alemão afirmou que a Alemanha está disposta a contribuir com a passagem segura pelo estreito, desde que haja base legal clara. Entre as possibilidades estariam navios de desminagem e vigilância marítima, áreas de especialidade das Forças Armadas alemãs.
O Estreito de Ormuz tem grande importância estratégica, pois concentra grande parte do petróleo e gás que passam pela região. A passagem tem sido palco de tensão após o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro.
O Irã acusa restrições de navegação como parte de pressão regional, enquanto Washington e seus aliados estudam opções para assegurar livre passagem. O cessar-fogo de duas semanas na região permanece em vigor, com a suspensão dos bombardeios entre EUA, Israel e Irã.
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