- Donald Trump anunciou que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias que começará às 17h00, horário de Nova York (EST).
- O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, saudou o acordo e disse que ele atende a demanda de retorno dos deslocados.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comentou o cessar-fogo como alívio e pediu caminho para a paz permanente, respeitando a soberania do Líbano.
- O movimento de Hezbollah, diferente do governo libanês, pode influenciar o desdobramento do cessar-fogo; os conflitos continuam em várias frentes e há relatos de novas mortes por ataques aéreos.
- O governo do Líbano informou que ainda não há contatos previstos entre os líderes de Israel e Líbano neste momento.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, a partir das 17h (EST). A operação visa frear os conflitos entre as respectivas forças, com início já nesta terça-feira. A informação foi divulgada pelo governo americano.
A imprensa local e fontes oficiais de Beirute destacaram que o acordo contempla que o cessar-fogo entre Israel e o Líbano entre em vigor no horário informado, com supervisão internacional. Em Berlim, Bruxelas e outras capitais houve reações de apoio à medida.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse que o cessar-fogo é bem-vindo e atende às demandas de seu país desde o início do confronto. Ele enfatizou a intenção de permitir o retorno de deslocados às suas casas.
A cidade de Beirute também registrou declarações oficiais de que o cessar-fogo poderá reduzir a violência na fronteira com Israel. Autoridades esperam alívio para civis afetados pelo conflito.
No terreno, a atuação militar manteve-se com ataques a posições de Hezbollah em território libanês e disparos de foguetes para o norte de Israel. Não há relatos de feridos até o momento.
A União Europeia recebeu com cautela a notícia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, chamou o cessar-fogo de alívio e pediu respeito à soberania do Líbano, além de reiterar a necessidade de uma paz duradoura.
A Presidência do Líbano confirmou contato entre o presidente Joseph Aoun e Trump, agradecendo os esforços para alcançar a trégua. Aoun reiterou o desejo de cessar-fogo com o Hezbollah o mais cedo possível.
Trump informou ter conversado com Aoun e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sem mencionar o Hezbollah. O texto divulgado pelo governo aponta que os líderes concordaram com a cessação das hostilidades por 10 dias.
Além disso, o tema do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos foi atualizado. A Marinha dos EUA ordenou o retorno de 13 navios ao Irã, elevando o total de embarcações retornadas.
O Comando Conjunto dos EUA descreveu que um aviso de retorno ou abordagem será aplicado a navios que desrespeitarem o bloqueio. Até agora não há registros de interceptações a embarcações.
O White House afirmou que o bloqueio está plenamente implementado, mas não divulgou prazos para sua permanência. As informações reforçam o cenário de tensão regional em meio ao diálogo sobre cessar-fogo.
Fontes oficiais libanesas haviam informado anteriormente que não havia previsão de contatos entre líderes de Israel e do Líbano no momento, divergindo de declarações de Trump sobre conversas em Washington.
O governo do Líbano destacou a busca por uma trégua entre Israel e Hezbollah como prioridade, ainda que as negociações diretas entre os dois países permaneçam incertas. O cenário segue em evolução nas próximas horas.
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