- Agricultores em Tibbi, Rajasthan, protestam contra usinas de etanol, temendo uso intensivo de água e terra sem consulta prévia.
- Moradores relatam despejo de máquinas e perfurações no ano passado, sinalizando início da construção sem participação comunitária.
- Em 2021, norma ambiental permitiu que usinas de etanol à base de grãos evitem avaliações detalhadas, desde que cumpram metas de mistura e descargas zero, gerando contests a respeito de salvaguardas.
- Organizações locais e tribunais ambientais são acionados para contestar a construção, citando poluição da água subterrânea e impacto sobre irrigação.
- Governo afirma que política de etanol já economizou bilhões em importações e reduziu emissões, mas críticos dizem que expansão pode pressionar recursos hídricos e competir com culturas alimentares.
Moradores da Índia acompanham protestos contra a instalação de usinas de etanol em áreas rurais. Ações não autorizadas de construção geram temor de restrição de água e terra para uso agrícola, segundo relatos locais.
Em Tibbi, Rajasthan, centenas de agricultores marcharam no fim do mês passado contra a usina proposta. Eles afirmam que a obra reduzirá o acesso à água sem consulta prévia.
Antes do início das obras, moradores só perceberam a construção quando máquinas chegaram e perfurações começaram no ano anterior. A oposição aponta falta de participação das comunidades no processo.
Progresso e mobilização
Em Punjab, líderes rurais relatam impactos na água subterrânea após experiências em plantações locais, o que motivou protestos e ações legislativas. Várias organizações sociais participam das mobilizações.
Popularmente, as ações incluem ocupações, bloqueios de vias e encaminhamentos ao Ministério do Meio Ambiente e a tribunais ambientais. Parlamentares locais também são alvo de críticas sobre consulta pública.
Algumas regiões já viram a suspensão de projetos semelhantes após pressões populares, como ocorreu em Punjab. Anglo a administração distrital e o Ministério do Meio Ambiente não responderam a pedidos de comentários.
Impactos ambientais e a água
Especialistas ressaltam que o etanol depende de culturas como milho e cana-de-açúcar, que demandam terra e água. O uso intensivo pode acentuar pressão hídrica em regiões com menor disponibilidade de recursos.
Relatos de que resíduos e água contaminada foram encontrados em áreas onde há usinas ajudam a sustentar a preocupação das comunidades. A emissão de voláteis e o manejo de efluentes são apontados como pontos a monitorar.
Para sustentar a produção, o governo planeja ampliar a área cultivável para etanol até 2030, o que pode exigir acres de terra equivalentes a várias vezes o tamanho de cidades de grande porte. Analistas alertam para competição com a produção de alimentos.
Contexto nacional
A política de etanol ganhou impulso com metas de energia limpa e segurança energética, incluindo aumento do uso de etanol na gasolina de 1% para 20%. A depender de grãos existentes, a expansão pode afetar oferta de alimento e água, segundo estudos.
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