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Americanos condenados por esquema de fraude ligado à Coreia do Norte

Condenados dois americanos por fraude ligada à Coreia do Norte, desviando US$ 5 milhões via redes de fazendas de laptops para pagar trabalhadores e roubar dados

Coreia do Norte utiliza esquemas para financiar seu programa de armas nucleares
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  • Dois americanos, Zhenxing “Danny” Wang, de 39 anos, e Kejia “Tony” Wang, de 42, foram condenados em Boston a mais de sete anos e nove anos de prisão, respectivamente, por fraude ligada à Coreia do Norte.
  • O esquema utilizava “fazendas de laptops” — computadores fornecidos por empresas americanas — para pagar salários a trabalhadores estrangeiros que roubavam identidades de cidadãos americanos.
  • Empresas envolvidas incluíam companhias da Fortune 500, além de um distribuidor de semicondutores em Massachusetts e uma empresa de software na Califórnia.
  • A Coreia do Norte, segundo autoridades, usou o esquema para burlar sanções e gerar receita para seu programa de armas nucleares, levantando cerca de US$ cinco milhões.
  • As investigações apontam redes com empresas de fachada em Nova Jersey e uso de verificação de antecedentes; pelo menos oitenta americanos tiveram identidades roubadas.

Dois americanos foram condenados em Boston por fraude ligada a empresas de tecnologia nos EUA, com receita estimada em US$ 5 milhões para o regime da Coreia do Norte. Zhenxing “Danny” Wang, 39, e Kejia “Tony” Wang, 42, atuaram como intermediários em uma conspiração que visava enganar companhias da Fortune 500.

Os réus, moradores de Nova Jersey, gerenciavam “fazendas de laptops” em suas casas. Esses computadores permitiam aos trabalhadores estrangeiros de TI, contratados com falsas credenciais, receber salários de grandes empresas norte-americanas e, em alguns casos, roubar dados sensíveis.

A sentença repercutiu no sistema federal de Boston: Zhenxing Wang recebeu mais de sete anos de prisão, enquanto Kejia Wang cumprirá nove anos. Promotores dizem que as operações envolveram roubo de identidades de americanos e uso de empresas de fachada para parecer contratação legal.

Foram citados ainda pagamentos a um distribuidor de semicondutores em Massachusetts e a uma software house na Califórnia, que admitiram o envolvimento no esquema. O objetivo era facilitar o fluxo de dinheiro para o regime norte-coreano.

Esquemas para burlar sanções

As autoridades destacam que a Coreia do Norte tem aumentado o uso de suchas estruturas para burlar sanções e financiar seu programa nuclear. Em 2024, uma mulher no Arizona foi acusada em caso similar, envolvendo identidades de 60 americanos e impacto em 300 empresas dos EUA.

Segundo promotores, o governo norte-coreano celebrou operações envolvendo bilhões de dólares por meio de hackeamentos a bolsas de criptomoedas e uso de trabalhadores de TI para infiltração em empresas americanas. O esforço também incluiu o emprego de consultorias de verificação de antecedentes de fachada.

O governo dos EUA tem trabalhado para reprimir esses esquemas e alertou empresas sobre a ameaça de trabalhadores de TI da Coreia do Norte. Além disso, o Departamento de Estado oferece até US$ 5 milhões por informações sobre outras pessoas ligadas à geração de receita para Pyongyang.

Advogados de Kejia Wang e Zhenxing Wang não comentaram o caso. A dupla já havia se declarado culpada de acusações anteriores relacionadas ao esquema, segundo autoridades.

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