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Após post de Trump, Papa Leão 14 alerta que IA pode gerar violência

Durante viagem pela África, papa Leão XIV alerta que IA pode substituir a realidade por simulação, ampliando polarização, medo e violência

O papa Leão 14 acena para fiéis ao chegar ao evento em Douala, Camarões
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  • O papa Leão XIV alertou, durante viagem à África, que a inteligência artificial pode alimentar conflitos, medo e violência.
  • Em Douala, Camarões, ele celebrou missa para mais de cento e vinte mil fiéis, maior evento da viagem até agora.
  • Em discurso na Universidade Católica da África Central, afirmou que o problema não é apenas o uso da tecnologia, e sim a substituição gradual da realidade por simulação e a transformação da relação com a verdade.
  • A fala ocorre após críticas de Trump ao papa, que chegou a publicar uma imagem gerada por IA reproduzindo Cristo, posteriormente apagada após contestação de líderes religiosos.
  • A viagem continua com visitas a Angola e Guiné Equatorial, com foco em paz mundial e, no contexto camaronês, no combate à corrupção na mineração e aos abusos de poder.

O papa Leão 14 alertou que o avanço da inteligência artificial pode alimentar conflitos, medo e violência. O pronunciamento ocorreu durante uma viagem à África, após ataques atribuídos ao presidente Donald Trump. O pontífice falou em Douala, Camarões, diante de mais de 120 mil fiéis na missa, o maior evento de sua visita até aqui.

Em discurso na Universidade Católica da África Central, na capital Yaoundé, o papa disse que o desafio não é apenas o uso de novas tecnologias, mas a substituição gradual da realidade por simulações. Segundo ele, isso favorece polarização e violência, e altera nossa relação com a verdade.

A viagem pelo continente, com duração de 11 dias, tem sido marcada por apelos pela paz mundial. O pontífice já criticou conflitos regionais e pediu que líderes atuem para reduzir tensões internacionais. Trump reagiu às declarações de Leão 14, associando o papa a críticas internacionais.

Longe das críticas, o papa recebeu multidões em Camarões, que cantavam por sua visita. Em Douala, o pontífice acenou de uma área abre aberta a fiéis, enquanto a segurança cercava o cortejo. Parte do público viajava de longe para acompanhar a missa.

Críticas locais sobre a visita surgem entre receios de que a imagem internacional possa favorecer regimes autoritários. Em Camarões, a história de repressões tem peso, com relatos de violência contra manifestantes em outra ocasião. A Igreja Católica mantém relevante presença social no país.

No âmbito da tecnologia, Leão 14 também destacou danos ambientais citando a exploração de terras raras, essenciais para a indústria tecnológica. O papa pediu fim de corrupção na mineração, citando interesses externos que dirigem recursos para regiões pobres.

A igreja mantém atuação social no país, onde a população católica representa parcela expressiva. Ao encerrar a passagem por Camarões, o papa segue para Angola e depois para a Guiné Equatorial, completando a rota africana.

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