- Um alto funcionário iraniano afirmou à Reuters que ainda existem diferenças significativas entre Irã e EUA para um acordo que encerre a guerra.
- Ele disse que a manutenção da abertura do Estreito de Ormuz depende do cumprimento dos termos do cessar-fogo pelos EUA.
- A fonte afirmou que não houve acordo sobre os detalhes das questões nucleares e que são necessárias negociações sérias para superar as divergências.
- Ele indicou que Teerã espera um acordo preliminar nos próximos dias com a mediação do Paquistão, visando estender o cessar-fogo e abrir espaço para negociações sobre sanções e indenização pelos danos de guerra.
- Em troca, o Irã asseguraría à comunidade internacional a natureza pacífica de seu programa nuclear, segundo a fonte.
Persistem diferenças significativas entre o Irã e os Estados Unidos para chegar a um acordo com o objetivo de encerrar a guerra, disse à Reuters um alto funcionário iraniano, nesta sexta-feira (17). A conversa ocorreu com foco no contexto regional e nas negociações em curso.
O funcionário, que pediu anonimato, afirmou que a manutenção da abertura do Estreito de Ormuz depende do cumprimento dos termos do cessar-fogo por parte dos EUA. Ele também indicou que nenhum acordo foi alcançado sobre os detalhes das questões nucleares e que negociações sérias são necessárias para superar as divergências.
Ele ressaltou que Teerã espera um acordo preliminar em poucos dias, com a ajuda do Paquistão, e a possibilidade de estender o cessar-fogo para abrir espaço a negociações sobre o levantamento de sanções e indenização por danos da guerra. Em troca, o Irã estaria disposto a fornecer garantias sobre a natureza pacífica de seu programa nuclear.
Segundo o alto funcionário, qualquer narrativa sobre as negociações em curso seria uma deturpação da situação. O objetivo informado é preservar a via diplomática e reduzir tensões entre os dois países, com participação paquistanesa como mediador.
- Fonte: Reuters
- Local: Teerã, Irã, e observadores externos acompanham as negociações sobre o Estreito de Ormuz e o acordo nuclear.
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