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Brasil e Espanha assinam acordo sobre minerais críticos; Lula quer mais

Brasil e Espanha assinam memorando sobre minerais críticos, com foco em cooperação científico-tecnológica e expansão da participação brasileira na cadeia de valor

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia oficial de chegada. Jardins do Palácio de Pedralbes, Espanha
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  • Brasil e Espanha assinaram um memorando de entendimento no setor de minerais críticos em Barcelona, durante encontro entre o presidente Lula e o primeiro-ministro Pedro Sánchez, em 17 de sexta-feira.
  • O documento visa reforçar a colaboração ao longo da cadeia de valor dos minerais críticos e ampliar a cooperação científico-tecnológica entre os dois países.
  • A estratégia do governo brasileiro é fortalecer a diplomacia mineral, buscando participação nas etapas de maior valor agregado da cadeia, sem alinhar-se exclusivamente a um parceiro.
  • Brasil já firmou acordos semelhantes com Índia, Arábia Saudita e Coreia do Sul.
  • Lula afirmou que o Brasil negocia parcerias no setor com todos os países que quiserem ajudar, com negociações inéditas em andamento com Estados Unidos e Canadá que podem trazer efeitos comerciais mais relevantes, incluindo discusssões sobre preço mínimo e financiamento para refino no Brasil.

O Brasil e a Espanha assinaram nesta sexta-feira (17) um memorando de entendimento no setor de minerais críticos, em Barcelona. O acordo foi formalizado durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. A íntegra do texto não foi divulgada.

O memorando tem natureza política e diplomática, segundo o governo brasileiro, e visa reforçar a colaboração ao longo de toda a cadeia de valor dos minerais críticos. Também busca ampliar a cooperação científico-tecnológica entre os dois países.

A meta do acordo, conforme descrito pela Assessoria de Imprensa, é ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral. O governo aponta que já assinou formatos semelhantes com outros parceiros.

  • Elementos importantes: o país já firmou acordos com Índia, Arábia Saudita e Coreia do Sul, como parte da estratégia de reforço da diplomacia mineral.

Parcerias e próximos passos

Lula afirmou, em coletiva após a assinatura, que o Brasil está aberto a negociar parcerias no setor com todos os países “que quiserem ajudar”. A declaração reforça a orientação de cooperação multilateral da política externa brasileira.

Paralelamente, o Brasil negocia acordos com os Estados Unidos e com o Canadá, que podem trazer efeitos comerciais mais diretos para o setor. A proposta americana inclui discussões sobre preço mínimo e financiamento com capital dos EUA para capacidades de refino e processamento no Brasil.

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