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Cessar-fogo entre Israel e Líbano entra em vigor com incertezas

Cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano entra em vigor; Hezbollah promete cumprir, mas trégua é frágil e pode gerar novas escaladas

Simpatizantes do Hezbollah celebram com fotos do xeque Hassan Nasrallah, líder assassinado em 2024: festa no sul de Beirute - (crédito: Ibrahim Amro/AFP)
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  • O cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor à zero hora de sexta-feira, com duração prevista de dez dias.
  • O acordo foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que convidou o primeiro-ministro de Israel e o presidente do Líbano à Casa Branca nos próximos dias.
  • O governo libanês disse que adotará medidas para impedir ataques do Hezbollah contra alvos israelenses; o Hezbollah afirmou que aderirá à trégua com cautela.
  • Israel informou que manterá uma faixa de cerca de dez quilômetros no sul do Líbano; houve ataques entre os dois lados antes do início da pausa.
  • Houve bombardeio de infraestrutura no sul do Líbano e disparos de foguetes contra o norte de Israel, com civis feridos, sinalizando a fragilidade do acordo.

O cessar-fogo entre Israel e Líbano entra em vigor à meia-noite local desta sexta-feira, com duração prevista de 10 dias. A announcements foi feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que os líderes de Israel e do Líbano concordaram com a trégua e serão convidados a visitar a Casa Branca nos próximos dias. O acordo exige que o governo libanês adote medidas para impedir ataques do Hezbollah contra alvos israelenses.

O Hezbollah, aliado do Irã, disse que aderirá à pausa com cautela, desde que haja cessação total das hostilidades e que Israel não a trate como oportunidade de ataques. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu saudou o cessar-fogo como uma abertura para uma paz estável e afirmou que as Forças de Defesa manterão uma faixa de 10 km no sul do Líbano.

No momento do início da trégua, a aviação israelense bombardou uma ponte estratégica no sul do Líbano, isolando parte do território. O Hezbollah então reagiu com foguetes contra o norte de Israel, ferindo civis em Karmiel e Nahariya. O fim imediato das hostilidades depende do cumprimento das condições acordadas e da vigilância internacional.

Reação regional e avaliação de especialistas

Analistas destacam que a trégua é frágil, dependendo de múltiplos componentes entre Líbano, Israel e potências externas. A expectativa libanesa inclui retirada israelense do território, retorno de deslocados e garantias de não repetição de ataques. Já Israel busca o desarmamento do Hezbollah e garantias de paz duradoura antes de novas concessões.

Apoio internacional ao acordo foi expresso pelo Irã, que celebrou o início da trégua e mencionou entendimentos entre Irã e Estados Unidos mediados pelo Paquistão. Especialistas ressaltam a importância de monitoramento rigoroso para evitar violações e facilitar uma paz estável na região.

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