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Colômbia anuncia plano para abater hipopótamos de Escobar

Colômbia aprova plano de eutanásia para oitenta hipopótamos de Escobar, com orçamento de 7,2 bilhões de pesos, enfrentando críticas e dilemas ecológicos

A hippo residing at Hacienda Nápoles, Pablo Escobar’s former ranch. Image by Alvaro Morales Ríos via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
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  • O governo colombiano autorizou um plano de eutanásia para cerca de oitenta hipopótamos descendentes dos animais trazidos por Pablo Escobar, com início previsto para a segunda metade de 2026.
  • O orçamento é de 7,2 bilhões de pesos colombianos, para o abatimento, além de medidas de confinamento e realocação.
  • Em dois mil e vinte e dois, havia aproximadamente duzentos hipopótamos no país; especialistas alertam que a população pode ultrapassar mil até 2035.
  • Os hipopótamos não são nativos da América do Sul; são descendentes de quatro animais trazidos ilegalmente para o zoológico da Hacienda Nápoles, nos arredores de Medellín.
  • A decisão gerou críticas de defensores dos direitos dos animais, enquanto autoridades destacam que sterilização não resolveu o problema e transferências internacionais não avançaram.

Colômbia aprovou um plano para eutanasiar dezenas de hipopótamos que descendem dos animais trazidos por Pablo Escobar na década de 1980. A iniciativa visa conter o crescimento da população estabelecida no país.

Estimativas indicam cerca de 200 hipopótamos no território em 2022, com potencial para superar 1.000 até 2035. Eles são descendentes de quatro exemplares trazidos para o haras Hacienda Nápoles, perto de Medellín.

Os animais tornaram-se ferais após a morte de Escobar, multiplicaram-se e chegaram a rios próximos, incluindo o Magdalena, o maior curso da Colômbia.

A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, anunciou em 13 de abril a intenção de abater aproximadamente 80 hipopótamos a partir do segundo semestre de 2026. A medida é a primeira autorização de caça em 40 anos.

O governo destinou cerca de 7,2 bilhões de pesos para o abate, com recursos adicionais para contenção e realocação. A prioridade é conter o aumento da população.

Vélez explicou que estratégias anteriores, como esterilização, falharam em controlar o crescimento. Segundo ela, as tratativas com outros países para transferir os hipopótamos não avançaram.

A decisão foi recebida com críticas de defensores dos animais. Uma senadora brasileira, que não é alvo deste texto, afirmou que mortes nunca são solução.

Alguns moradores locais demonstram relação ambígua com os hipopótamos, segundo reportagens de 2023 e 2024, com relatos de apego e proteção à espécie.

Mapa rápido do tema

  • Hipopótamos são nativos da África e hoje são considerados vulneráveis à extinção no seu habitat de origem.
  • Em Colômbia, não há predadores naturais adequados, favorecendo o crescimento populacional.
  • Cada animal consome grande volume de vegetação diariamente, causando impactos ambientais locais.

Contexto ambiental

  • A população em Colômbia é resultado de uma introdução histórica incompatível com o ecossistema local.
  • A ausência de predadores e o uso da água favorecem a proliferação e o deslocamento de outras espécies.

Fontes consultadas incluem o Ministério do Meio Ambiente, jornais internacionais e publicações de museus, que descrevem a evolução da população e as medidas anunciadas.

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