- A Conferência de Santa Marta ocorre de 24 a 29 de abril, na Colômbia, para tratar a transição global longe dos combustíveis fósseis.
- É a primeira grande cúpula internacional dedicada ao planejamento da eliminação dos combustíveis fósseis, coorganizada pela Colômbia e pelos Países Baixos.
- Vinte e cinco países já confirmaram participação (45 foram mencionados) e mais de 2.600 organizações aderiram aos diálogos virtuais.
- O objetivo é estabelecer um roteiro internacional para uma transição planejada, justa e dentro do limite de 1,5°C, com foco em cooperação, trabalhadores e comunidades.
- A conferência funciona em paralelo às negociações da ONU e visa acelerar o Acordo de Paris e o avanço de um possível Tratado de Combustíveis Fósseis.
A Conferência de Santa Marta, na Colômbia, reúne governos, ONGs, academia e comunidades para discutir a eliminação gradual dos combustíveis fósseis. O evento ocorre de 24 a 29 de abril, em Santa Marta, cidade portuária com forte atuação no carvão. O objetivo é traçar um roteiro global para a transição energética.
Organizadores estimam a participação de 45 países e mais de 2.600 organizações até o momento. A iniciativa é coorganizada pela Colômbia e pelos Países Baixos, com participação de representantes da Comissão Europeia e de presidências da COP30 e COP31.
A conferência não é parte da UNFCCC, mas busca avançar a cooperação internacional para uma transição planejada e justa, alinhada ao limite de 1,5°C do Acordo de Paris. O foco é transformar sistemas energéticos, ampliar fontes alternativas e apoiar trabalhadores afetados.
Participantes e cobertura
Convidados incluem governos, populações indígenas, comunidades afrodescendentes, indústria e academia. A meta é construir caminhos equitativos para sistemas energéticos sustentáveis, com participação de países vulneráveis e grandes produtores de hidrocarbonetos.
A iniciativa já recebe apoio de diversas frentes internacionais. Na COP30, governos manifestaram apoio a um roteiro para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis, e houve apoio a propostas de tratados vinculantes.
Contexto e impactos desejados
A conferência visa também facilitar o descomissionamento seguro de infraestrutura antiga e promover a cooperação para transição justa. Embora seja paralela às negociações da ONU, a atuação pretende acelerar resultados no âmbito do Acordo de Paris.
Segundo organizadores, Santa Marta pode servir como plataforma inicial para convites a futuros encontros regionais, mantendo o impulso diplomático rumo a uma transição global. A imprensa especializada acompanhará diariamente as atividades.
Pontos-chave de agenda
Entre os temas estão supervisão de mercados de energia, proteção a trabalhadores, apoio a economias dependentes de fósseis e expansão de renováveis. A ideia é criar um marco de cooperação internacional para eliminar progressivamente os combustíveis fósseis.
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