- Países asiáticos fortalecem contatos com Moscou e Teerã para lidar com o choque petrolífero causado pela guerra.
- Na segunda-feira, um enviado especial da Coreia do Sul reuniu-se com autoridades iranianas para discutir os navios sul-coreanos retidos no Golfo Pérsico.
- Na mesma data, o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, chegou a Moscou para negociar a compra de petróleo.
- Antes do conflito, oitenta por cento do petróleo que passava pelo Estreito de Ormuz ia para a Ásia; com a guerra, há escassez e busca por reservas.
- A região observa retorno recente de petróleo iraniano para a Índia e de petróleo russo para alguns mercados asiáticos, em meio a sinais conflitantes sobre a duração do confronto e possíveis licenças de sanções.
Na sequência do conflito entre EUA e Israel contra o Irã, a dependência de petróleo na Ásia ganhou contornos de reconfiguração estratégica. Países da região buscam manter abastecimento enquanto mitiga impactos da guerra, inclusive recebendo sinais de flexibilização de sanções.
Na segunda-feira, um enviado especial da Coreia do Sul iniciou contatos com autoridades iranianas para tratar do destino dos navios sul-coreanos retidos no Golfo Pérsico. A reunião sinaliza uma abertura para diálogo com Teerã em meio à escalada regional.
No mesmo dia, o presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, chegou a Moscou com a intenção de fechar acordos para a compra de petróleo. A visita ocorre em meio a mudanças na lógica de abastecimento, com Washington impondo sanções e alguns parceiros buscando alternativas.
Antes da ofensiva recente, cerca de 80% do petróleo que trafegava pelo Estreito de Ormuz seguia para a Ásia. A escassez causada pela guerra dificultou reservas estratégicas de países como Filipinas, que enfrentam perdas de abastecimento.
A dinâmica regional ganhou reforço com a percepção de retorno gradual de suprimentos de petróleo do Irã e da Rússia ao mercado asiático, após sinais de flexibilização de sanções. O cenário inclui a possibilidade de novos fluxos, ainda incertos, para a região.
Entretanto, a Marinha dos EUA mantém bloqueio a portos iranianos em meio aos acontecimentos. A administração norte-americana não prorrogou algumas isenções que permitiam vendas iranianas de petróleo, elevando a incerteza sobre volumes futuros.
Analistas apontam que poucos países possuem fontes não dependentes do estreito, tornando a região sensível às mudanças de política externa dos grandes produtores. A Rússia surge como uma alternativa relevante para abastecimento externo.
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