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Eleito na Hungria diz que documentos do governo Orbán estão sendo destruídos

Magyar afirma que documentos confidenciais do governo Orbán estão sendo destruídos, e lança denúncias anônimas com promessa de campanha anticorrupção

Péter Magyar, líder do partido de oposição Tisza, acena uma bandeira da Hungria enquanto comemora, após o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán reconhecer a derrota nas eleições parlamentares, em Budapeste, Hungria, em 12 de abril de 2026. REUTERS/Leonhard Foeger TPX
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  • Peter Magyar afirma ter informações de destruição de documentos confidenciais do governo anterior e pede denúncias.
  • O Tisza venceu as eleições húngaras, encerrando 16 anos de governo de Viktor Orbán.
  • Magyar criou plataforma online para denúncias anônimas sobre possíveis crimes e destruição de provas.
  • O líder oposicionista diz que a destruição de provas prejudica o Estado e pode inviabilizar investigações futuras.
  • O novo governo deve tomar posse em 9 ou 10 de maio; ele promete campanha anticorrupção e esforços para liberar financiamentos da União Europeia.

O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, venceu as eleições parlamentares na Hungria, encerrando 16 anos de governo de Viktor Orbán. Magyar afirmou ter informações de que documentos confidenciais da administração anterior estão sendo destruídos e pediu denúncias.

Em vídeo divulgado no Facebook, Magyar disse que qualquer envolvido em essa prática criminosa enfrentará a lei após a formação do novo governo, prevista para 9 ou 10 de maio, quando o Parlamento deve se reunir.

Segundo Magyar, relatos indicam destruição de documentos em ministérios, escritórios do governo e no Escritório Judicial Nacional, além de empresas ligadas ao governo de Orbán. Ele disse que a destruição prejudica o Estado e investigações futuras.

Denúncia de destruição de documentos

O líder do Tisza afirmou que a plataforma online do partido permite denúncias anônimas sobre o tema, como parte de um movimento contra a corrupção. A iniciativa visa facilitar o suficiente para desbloquear recursos da UE.

Magyar ainda prometeu uma ampla campanha anticorrupção após tomar posse, vinculada aos esforços para desbloquear bilhões de euros de financiamento europeu congelado, criticando práticas associadas ao governo anterior.

Orbán rebateu as acusações, mantendo que não há irregularidades e que a Hungria não é mais corrupta que outros países da região. Em entrevista, ele sugeriu que reportagens sobre fortunas de empresários próximos ao Fidesz influenciaram a derrota.

Orbán não comentou a veracidade das matérias, segundo a imprensa. O governo afirmou que o país continua comprometido com o Estado de direito e com a transparência das instituições nacionais.

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