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Embaixador do Irã na França nega intenção de bomba e defende trégua frágil

Embaixador do Irã na França classifica cessar-fogo entre Israel e Hezbollah como trégua necessária, elogia redução de violência e reforça diálogo com os EUA

Mohammad Amin Nejad, embaixador do Irã na França, no estúdio da RFI em 17 de abril de 2026.
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  • O cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrou em vigor há quase dez horas; o Líbano acusações de violações também aparecem.
  • O embaixador do Irã na França, Mohammad Amin Nejad, disse que o acordo é positivo e pode levar a um período de calma, apesar das violações citadas pelo governo libanês.
  • O representante ressaltou a soberania libanesa na decisão sobre o Hezbollah e afirmou que o Irã apoia o cessar-fogo, responsabilizando Israel pelas agressões.
  • Sobre negociações com os Estados Unidos, Nejad afirmou que o diálogo não foi interrompido e continua como opção para resolver questões regionais.
  • Em relação ao programa nuclear, o embaixador afirmou que o Irã não pretende possuir bombeamento atômico, que o urânio estava sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica e que não houve bloqueio do processo por parte do Irã.

O cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que começou há quase dez horas, é visto como uma trégua necessária após semanas de conflito no Líbano, que gerou deslocamentos em massa. O acordo, que inicialmente duraria 10 dias, ocorre em meio a acusações de violações envolvendo o governo libanês. A notícia é acompanhada de análises sobre o papel do Irã no conflito.

O embaixador do Irã na França, Mohammad Amin Nejad, disse à RFI que a trégua é positiva, enfatizando a necessidade de reduzir a violência na região. Ele destacou que a interrupção do derramamento de sangue beneficia o Líbano e a população civil, apesar de violações apontadas pelo governo libanês.

Nejad reforçou que o apoio ao cessar-fogo depende da soberania libanesa. Segundo ele, o Irã vê o acordo como condição para negociações com os Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão, e afirmou que o Hezbollah e o Líbano são responsáveis por decidir dentro de seus interesses.

Hezbollah e soberania libanesa

O diplomata afirmou que o Hezbollah permanece sujeito à decisão soberana do Líbano, associando o cessar-fogo às negociações entre Teerã e Washington. Ele argumentou que o Irã apoia a busca por tranquilidade, enquanto Israel teria violado limites na região.

Negociações entre Irã e Estados Unidos

Nejad afirmou que as negociações com os EUA não foram interrompidas integralmente e que, mesmo durante o conflito, houve contatos. Ele reiterou a disposição para dialogar e buscar compromissos que atendam aos interesses de ambas as partes.

Programa nuclear iraniano

Sobre o programa nuclear, o embaixador ressaltou que o urânio enriquecido está sob supervisão da AIEA e que o Irã já havia concordado em reduzir parte do material sob o acordo de 2015. Ele negou planos de bloqueio do processo por parte do Irã e sustentou que o programa é pacífico.

Estreito de Ormuz e segurança regional

A respeito do estreito de Ormuz, Nejad explicou que as tensões decorrem da instabilidade regional. Ele contestou a ideia de que o estreito tenha sido minado e afirmou que o Irã atua como garantidor da segurança da região. Sobre medidas internacionais, o embaixador disse não reconhecer necessidade de coordenação adicional de França e Reino Unido.

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