- Encontros em Washington entre representantes de Lula e de Trump abordaram a investigação comercial dos EUA contra o Brasil, realizada ao longo de dois dias.
- A delegação brasileira apresentou esclarecimentos sobre pontos já públicos da apuração, discutidos anteriormente, inclusive em audiência no ano passado.
- A investigação foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e envolve políticas brasileiras ligadas ao Pix e ao setor de etanol.
- Não havia expectativa de anúncios ao fim dos encontros; o governo brasileiro afirma estar fornecendo informações e confiante na resolução.
- Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com superávit na relação, e houve aprovação no Congresso da Lei da Reciprocidade Econômica para eventuais medidas de resposta.
Representantes do governo do Brasil e da gestão norte-americana se reuniram nesta semana em Washington para tratar da investigação comercial dos EUA que envolve o Brasil. Os encontros ocorreram ao longo de dois dias, com caráter técnico, para esclarecer pontos já discutidos publicamente.
A rodada foi conduzida pela delegação brasileira e teve como objetivo esclarecer questões da apuração baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Entre os temas em pauta estavam políticas brasileiras ligadas ao sistema de pagamentos Pix e ao setor de etanol.
Segundo interlocutores, não houve expectativa de anúncios ou decisões ao fim das reuniões. A Seção 301 permite aos EUA investigar práticas comerciais consideradas desleais fora de regras da OMC.
Em fala recente, o presidente Lula afirmou que o Brasil não aceitará pressões para alterar políticas como o Pix. O chefe de governo em exercício, Geraldo Alckmin, destacou que o governo tem fornecido todas as informações solicitadas.
Alckmin enfatizou que o objetivo é esclarecer dúvidas e buscar uma resolução do caso. Os EUA são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com superávit na balança brasileira, e há preferência por uma solução que não leve a medidas restritivas.
Embora haja espaço para diálogo, o Legislativo brasileiro aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica, que pode abrir caminho para respostas caso haja necessidade. O governo brasileiro mantém postura de buscar consenso.
Entre na conversa da comunidade