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Especialista explica causas da tensão entre EUA e Brasil envolvendo PCC e CV

Especialista explica que EUA vê PCC e CV como narcoterroristas; Brasil teme intervenção e busca cooperação internacional para combater o crime

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  • A tensão entre Brasil e EUA ganhou destaque após a ameaça de rotular o PCC e o CV como organizações narcoterroristas.
  • A professora Natalia Fingermann, de relações internacionais da ESPM, disse que o Planalto vê diferenças entre narcotráfico e terrorismo.
  • O Metrópoles informou que a notificação antecipada ao presidente do Banco Central foi considerada uma deferência ao Brasil.
  • A possível classificação como organizações terroristas estrangeiras (FTOs) pode endurecer o uso de sanções financeiras pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
  • O Brasil busca cooperação internacional para combater o crime organizado e evitar que os EUA atuem de forma autônoma, segundo a especialista.

O tensionamento entre Brasil e EUA ganhou destaque após a ameaça de os Estados Unidos rotularem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas. A notícia envolve o governo brasileiro, as facções criminosas e pesquisadora associada à ESPM. A fala ganhou força após reportagens recentes e análises públicas nesta semana, com foco na classificação e nas consequências diplomáticas e financeiras.

Segundo informações veiculadas pelo Metrópoles, houve uma notificação prévia ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre a possível designação das facções. A prática é apresentada como uma deferência ao Brasil e faz parte dos desdobramentos do tema entre as partes.

A especialista Natalia Fingermann, professora de relações internacionais, afirmou que o Palácio do Planalto avalia distinguir entre grupos de narcotráfico e organizações terroristas. Ela destacou que o objetivo de grupos terroristas é sim gerar pânico, enquanto organizações de narcotráfico visam lucro com operações ilícitas, o que explica diferenças de avaliação entre governos.

Desdobramentos diplomáticos

A possível classificação das facções como organizações terroristas estrangeiras (FTOs) acarreta impactos no aparato financeiro dos EUA, incluindo ações do Departamento do Tesouro. A análise aponta que o governo brasileiro busca cooperação internacional para enfrentar o crime organizado sem permitir intervenção externa.

Ainda segundo a especialista, o Brasil trabalha para que a rotulagem não ocorra, embora reconheça que o direito internacional pode permitir ações sem intervenção direta. O objetivo é evitar que os Estados Unidos atuem por conta própria no enfrentamento ao narcotráfico brasileiro.

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