- O Estreito de Ormuz foi totalmente reaberto ao tráfego comercial, segundo o governo do Irã, durante o período de trégua.
- A reabertura ocorre em meio ao cessar-fogo entre EUA, Israel e aliados; o chanceler iraniano afirmou que a passagem de embarcações está “completamente aberta”.
- Os mercados reagiram: o petróleo caiu mais de nove por cento, com o WTI em treze dólares simplificado? (Cuidado: manter números) O WTI ficou em US$ 85,33 por barril e o Brent em US$ 90,69; o dólar recuou frente ao real, perto de R$ 4,95, e o Ibovespa encerrou próximo de 200 mil pontos.
- O cenário geopolítico continua instável: o cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor, mas o Hezbollah acusou Israel de violar o acordo e indicou que responderá se não for mantido.
- A pressão internacional persiste: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou otimista sobre avanços diplomáticos; diplomatas disseram que a Otan busca compromissos concretos para proteger Ormuz em breve.
O Estreito de Ormuz foi reaberto ao tráfego comercial, conforme anúncio do governo do Irã nesta sexta-feira (17). A passagem de embarcações está em plena atividade durante o período de trégua entre EUA, Israel e aliados. A medida ocorre em meio a um cessar-fogo recente na região, elevando a expectativa de estabilidade para o comércio mundial de petróleo.
O anúncio foi feito pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que informou que a passagem está “completamente aberta” durante a trégua. A reabertura é vista como sinal de diminuição das tensões geopolíticas que vinham pressionando mercados globais nas últimas semanas.
Reação dos mercados
A abertura do Estreito de Ormuz provocou fortes movimentos nos preços do petróleo, com quedas superiores a 9%. O WTI caiu para US$ 85,33 por barril e o Brent para US$ 90,69. Paralelamente, o dólar recuou frente ao real, operando próximo de R$ 4,95, enquanto o Ibovespa recuperou posição, aproximando-se de 200 mil pontos.
Cenário geopolítico
Apesar do alívio inicial, o ambiente permanece frágil. O cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor, mas já enfrenta questionamentos sobre a manutenção do acordo. O Hezbollah acusou Israel de violar o compromisso e indicou estar pronto para reagir caso o acordo não se sustente.
Além disso, sinais de flexibilização diplomática apareceram. O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou tom otimista sobre o desfecho do conflito e sugeriu novas conversas diplomáticas na Casa Branca. Três diplomatas europeus relataram que o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, recebeu a expectativa de compromissos concretos de apoio para a segurança do Estreito de Ormuz.
As autoridades destacam que a reabertura reduz, ainda que parcialmente, o risco de interrupções no fluxo global de energia. O cenário político internacional continua sob monitoramento, com atenção especial aos desdobramentos na região.
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