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PM afirma não ter sido informado sobre suposta falha na avaliação de Mandelson

Primeiro-ministro não foi informado sobre Mandelson ter falhado na verificação de segurança, aumentando a pressão pela renúncia de Starmer

Prime Minister Sir Keir Starmer is in Paris for talks on the Iran war
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  • O primeiro-ministro, Keir Starmer, chamou de “estonteante” não ter sido informado de que Mandelson falhou na vetting inicial para embaixador dos EUA, dizendo que isso é inaceitável.
  • Mandelson foi anunciado como embaixador britânico nos Estados Unidos em dezembro de dois mil e vinte e quatro, assumiu em fevereiro de dois mil e vinte e cinco e foi demitido sete meses depois por laços com Jeffrey Epstein.
  • O Serviço de Vetting de Segurança (UKSV) recomendou não aprovar a vetting, porém o Foreign Office sobreviveu a essa decisão, e o governo informou que nenhum ministro foi informado na época.
  • Oposição e partidos conservadores pressionam pela renúncia de Starmer; a líder conservadora, Kemi Badenoch, afirmou considerar opções parlamentares e pediu que os parlamentares trabalhistas agissem.
  • A imprensa revelou a falha na vetting; o governo diz que Starmer soube apenas nesta semana e planeja apresentar os fatos com transparência no Parlamento; Olly Robbins deverá testemunhar sobre o caso.

O Primeiro-Ministro, Sir Keir Starmer, disse que é “estarrecedor” não ter sido informado de que Lord Peter Mandelson falhou na verificação de segurança inicial. A revelação coloca em foco a decisão de indicar Mandelson como embaixador britânico nos EUA sem conclusão do processo de vetting.

Conforme apurado, o gabinete de Mandelson foi anunciado em dezembro de 2024 como embaixador nos EUA, com toma de posse em fevereiro de 2025. A verificação foi concluída apenas após a nomeação e, posteriormente, Mandelson foi afastado por ligações com Jeffrey Epstein. A Sabedoria de vetting indicava risco, segundo fontes.

Uma investigação do Guardian publicada na quinta-feira informou que Mandelson foi nomeado mesmo após falha na verificação inicial. No mesmo dia, o governo informou que nenhum ministro havia sido informado da decisão à época e que o PM só tomou conhecimento recentemente.

Oposição exige a saída de Starmer. A líder conservadora, Kemi Badenoch, descreveu a explicação como inadequada e sugeriu que o Parlamento avalie a remoção do PM, mencionando opções parlamentares para alcançar tal intento. Ela afirmou que parlamentares conservadores não teriam votos suficientes para uma moção de desconfiança.

Darren Jones, ministro sênior, afirmou que Starmer não teria enganado os MPs ao dizer que o due process foi seguido, e que não havia obrigação formal de manter informados os ministros sobre decisões de vetting na nomeação de Mandelson. Essa prática, segundo ele, foi alterada.

Fontes da BBC indicam que o UK Security Vetting (UKSV) recomendou contra a aprovação de Mandelson, apresentando riscos, e que o Ministério das Relações Exteriores seria o único departamento com poderes para overrule. A recomendação recebida foi classificada como “não” pela equipe de verificação.

Líderes de outros partidos também pedem esclarecimentos. Ed Davey, líder Liberal Democrata, pediu apuração pelo Comitê de Prerrogativas, semelhante ao processo utilizado no caso Partygate. O comitê de Relações Exteriores deverá ouvir Olly Robbins na próxima semana para esclarecer envolvimentos.

Anas Sarwar, líder do Labour na Escócia, reiterou o apelo pela renúncia de Starmer, destacando que há questões a serem respondidas pelo governo de Downing Street. Entre os que solicitam mudanças, estão os líderes do SNP, Green e Reform UK.

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