- Quinze imigrantes expulsos dos Estados Unidos chegaram à República Democrática do Congo na madrugada de 17 de abril, com origens possivelmente peruana e equatoriana.
- O grupo faz parte de um dispositivo dos EUA que envia estrangeiros irregulares para países terceiros em troca de apoio financeiro ou logístico do governo de Donald Trump.
- A Organização Internacional para as Migrações informou que o governo congolês pediu ajuda humanitária para esses imigrantes e pode oferecer retorno voluntário assistido, se solicitado.
- Sete mulheres e oito homens chegaram em um avião vindo dos EUA e pousaram no aeroporto de Ndjili, em Kinshasa.
- Autoridades indicam que outras pessoas expulsas dos EUA devem chegar a Kinshasa em breve, a um ritmo de cerca de cinquenta por mês.
Na madrugada desta sexta-feira, 17, 15 imigrantes expulsos dos Estados Unidos chegaram à República Democrática do Congo (RDC). O grupo, de origens supostamente peruana e equatoriana, desembarcou em Kinshasa, no aeroporto de Ndjili, a bordo de um avião vindo dos EUA. O envio faz parte de um dispositivo americano que transfere estrangeiros em situação irregular para países terceiros.
Segundo uma pessoa ligada ao entorno da Presidência congolesa, o grupo é o primeiro a chegar à RDC por esse mecanismo. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou à AFP que o governo congoleses solicitou apoio humanitário para os 15 imigrantes, em 17 de abril, e que a agência pode propor retorno voluntário assistido caso desejem permanecer no país ou retornar aos seus países de origem.
O Ministério das Comunicações da RDC confirmou a chegada, afirmando que os imigrantes foram admitidos com autorizações de permanência de curta duração. Ainda segundo relatos, novas remessas devem chegar a Kinshasa em breve, com estimativa de cerca de 50 pessoas por mês.
Contexto e implicações
A implantação do dispositivo nos EUA envolve acordos que passaram a permitir o envio de imigrantes para terceiros Estados, com ganhos econômicos ou logísticos para Washington. Em contrapartida, Washington busca apoio para estabilização do leste congolês, região marcada por conflitos há mais de três décadas.
Desdobramentos futuros
Fontes indicam que mais migrantes expulsos dos EUA devem chegar à RDC nos próximos meses. A situação transforma a RDC em destino temporário de deslocados, com impactos humanitários ainda a serem avaliados pelas autoridades locais e pela OIM.
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