- Macron e Starmer anunciaram a preparação de uma missão defensiva para manter o Estreito de Ormuz livre para a navegação.
- Cerca de uma dúzia de países, incluindo Alemanha e Itália, já se comprometeram a enviar apoio militar à operação independente.
- Um novo encontro para discutir o planejamento ocorre em Londres, na próxima semana.
- A participação dos Estados Unidos foi ressaltada pelo chanceler alemão, enquanto a Itália depende de aprovação parlamentar para participar.
- A missão seria liderada pelo Reino Unido e pela França, com caráter defensivo e dentro de um cessar-fogo entre EUA e Irã; o anúncio ocorre após o Irã declarar reabertura do estreito sob condições.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciaram nesta sexta-feira a preparação de uma missão defensiva para manter o Estreito de Ormuz livre para a navegação. A iniciativa visa uma operação independente com participação de várias nações europeias. O anúncio ocorreu em Paris, durante coletiva conjunta.
A Alemanha, a Itália e outros 10 países já se comprometeram a enviar apoio militar à missão. Starmer esteve ao lado de Macron, do chanceler alemão Friedrich Merz e da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. Um novo encontro para discutir o planejamento militar deve ocorrer em Londres na próxima semana.
Merz mencionou o interesse na participação dos Estados Unidos nas operações. Meloni condicionou a participação italiana à aprovação parlamentar e comparou a possível missão à Operação Aspides da União Europeia, que protege navios mercantes no Mar Vermelho.
O britânico explicou que a missão seria liderada por Reino Unido e França, com caráter estritamente defensivo e dentro de um cessar-fogo a ser consolidado entre EUA e Irã. Meloni destacou que a participação italiana dependerá de aprovação institucional.
O anúncio acontece depois de o Irã declarar a reabertura do Estreito de Ormuz, sob condições que ainda demandam alinhamento entre as partes envolvidas. A situação, segundo autoridades europeias, motiva a avaliação de uma resposta militar coordenada para garantira liberdade de navegação.
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