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Fim rápido da era Orbán; novo PM da Hungria é um homem apressado

Magyar assume governo com maioria de dois terços, encerrando 16 anos de Orbán e prometendo reformas rápidas e combate à corrupção

Péter Magyar's party dramatically ended 16 years of Orbán in last Sunday's vote
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  • Péter Magyar, com o seu partido Tisza, venceu as eleições com 52% dos votos, chegando a até 140 cadeiras no Parlamento de 199, encerrando 16 anos de governo de Viktor Orbán.
  • A contagem final será neste sábado, com recontagens em distritos apertados e votos no exterior; o parlamento deve ser formado na semana que começa em quatro de maio.
  • Magyar obteve apoio do presidente para abrir caminho à formação do novo Legislativo e planeja leis para suspender programas de notícias até que editores imparciais sejam nomeados.
  • Com maioria superior a dois terços, o bloco pretende limitar o número de mandatos de primeiro-ministro a dois.
  • Orbán reconheceu a derrota, chamou o episódio de fim de era e assumiu responsabilidade; o Partido Fidesz deverá ocupar em torno de 55 cadeiras.

Péter Magyar e o partido Tisza venceram as eleições na Hungria, derrotando Viktor Orbán e o Fidesz. A apuração de 52% dos votos aponta para até 140 cadeiras na National Assembly, em um parlamento de 199 assentos. A vitória encerra 16 anos de governo de Orbán, segundo resultados preliminares.

O Fidesz caiu de 135 para cerca de 55 assentos. A contagem final será fechada no sábado, com recontagens em distritos apertados e votos no exterior. Magyar recebeu a promessa do presidente de antecipar a formação do novo parlamento na semana de 4 de maio.

Magyar também foi à televisão e rádio públicas para defender uma agenda firme, incluindo suspender programas de notícias até que editores imparciais sejam nomeados. O objetivo é estruturar o novo governo a partir da nova casa.

Resultados e composição

Com uma supressão de dois terços, o bloco de Magyar planeja aprovar leis para limitar o número de mandatos de primeiro-ministro a dois. Orbán já soma cinco mandatos e pode inviabilizar seu retorno caso a medida seja aprovada.

O líder derrotado reconheceu a derrota publicamente apenas na quinta-feira, em entrevista ao canal Patrióta no YouTube, dizendo que “é o fim de uma era” e que a situação deve ser enfrentada com dignidade. Ele admitiu falhas, mas não ofereceu análise detalhada da campanha.

O partido de Orbán deverá realizar uma reunião de liderança em 28 de abril, antes de um congresso previsto para junho. A leitura entre aliados indica resistência a renúncias imediatas, com avaliações a ocorrer após o caucus nacional.

Desafios e agenda da transição

A nova gestão enfrenta pressões para deter a saída de recursos do país e evitar a destruição de evidências de corrupção em ministérios. Dois informantes próximos ao Tisza relataram uso de pen drives com cópias digitais de documentos, oferecidos em troca de proteção no emprego.

Entre as promessas de Magyar, há a criação de um escritório para recuperar ativos estatais roubados e a participação na European Public Prosecutor’s Office (EPPO). Também é prevista diversificação de suprimentos de petróleo, incluindo rotas alternativas via Croácia.

O Brasil explica que a relação com a União Europeia exigirá o cumprimento de 27 critérios para acesso a fundos, incluindo independência do judiciário, combate à corrupção e autonomia da mídia. O governo entrante deverá iniciar a governança com rapidez para estabilizar a economia.

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