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Finlândia tira presença na Bienal de Veneza por retorno do Pavilhão Russo

Finlândia retira participação na Bienal de Veneza caso o Pavilhão Russo seja exibido, ampliando pressão europeia e ameaça de corte de financiamento da edição 2028

The Russian Pavilion, pictured during the 2024 Venice Biennale.
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  • Finlândia afirma que não vai participar da Bienal de Veneza este ano se o Pavilhão russo for exibido, como planejado.
  • O Ministério da Educação e Cultura informou que a posição é de que a Rússia não deve participar “enquanto a guerra na Ucrânia continuar”, embora alguns funcionários públicos finlandeses compareçam para apoiar as artes finlandesas.
  • A decisão destaca pressão política europeia para que a Bienal revogue a participação russa, que prepara seu pavilhão nacional pela primeira vez desde a invasão de 2022.
  • Em março, 22 políticos de várias nações assinaram carta aberta pedindo a exclusão da Rússia, e a Comissão Europeia alertou que pode perder subsídio de € 2 milhões para a edição de 2028 se não houver cobrança de sanções.
  • A organização da Bienal sustenta neutralidade e afirma aceitar pavilhões de países reconhecidos pela Itália, enquanto críticos defendem que nenhuma exibição é inteiramente neutra.

Finlândia cancelou a presença na Bienal de Veneza deste ano caso o Pavilhão Russo seja exibido conforme planejado, segundo o Ministério da Educação e Cultura. A posição é de que a Rússia não deve participar enquanto a guerra na Ucrânia continuar. Ainda assim, o ministro Mari-Leena Talvitie afirmou que alguns funcionários públicos finlandeses ainda comparecerão para apoiar as artes do país.

A decisão reforça a pressão política para que a Bienal revogue a participação russa, que prepara um pavilhão nacional pela primeira vez desde a invasão de 2022. Em março, 22 políticos europeus, liderados pela Letônia, assinaram uma carta aberta criticando a presença russa.

O comissariado da Bienal já afirmou que a instituição é neutra e aceita pavilhões de países reconhecidos na Itália, rejeitando qualquer forma de exclusão de cultura. A Comissão Europeia alertou que pode cortar um subsídio de 2 milhões de euros para a edição de 2028 se não houver cumprimento das sanções contra a Rússia.

O pavilhão russo, intitulado The Tree is Rooted in the Sky, deve apresentar um programa multidisciplinar com músicos, poetas e artistas russos e estrangeiros. Os organizadores dizem que o projeto busca diálogo cultural que supere fronteiras, integrando raízes locais a visões globais.

A Bienal, com Rússia, Israel, Irã e EUA envolvendo conflitos, aparece neste ano como palco de posicionamentos geopolíticos tanto quanto de arte.

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