- FMI e Banco Mundial retomam relações com a Venezuela após reconhecimento de Delcy Rodríguez como líder interina.
- Retomada encerra rompimento de sete anos, iniciado em 2019, quando o FMI reconheceu a oposição como governo legítimo.
- FMI informou ter consultado membros e, pela maioria, começou negociações com o governo sob Rodríguez; o Banco Mundial seguiu o FMI.
- Rodríguez disse que a Venezuela retoma a representação na organização e que direitos no grupo estão sendo normalizados; pode haver coleta de dados econômicos e apoio financeiro, se solicitado.
- Nos EUA, foram aliviadas sanções ao Banco Central venezuelano; autoridades americanas sinalizam desejo de reintegrar a Venezuela para facilitar investimentos, principalmente no setor de energia.
O FMI e o Banco Mundial retomaram o reconhecimento institucional da Venezuela, encerrando um rompimento de sete anos. A mudança ocorreu após o FMI consultar seus membros e, segundo o órgão, verificar apoio para que Delcy Rodríguez seja a líder com legitimidade reconhecida pela instituição.
O Banco Mundial seguiu o mesmo caminho, declarando que retomava negociações com o governo venezuelano sob a administração de Rodríguez. A Venezuela é membro do Banco Mundial desde 1946; o último empréstimo datava de 2005.
Delcy Rodríguez, que era vice-presidente até janeiro, tornou-se presidente interina após a captura de Nicolás Maduro em uma operação dos EUA. Ela afirmou que a Venezuela retorna à representação na estrutura internacional e que os processos de direitos no âmbito da organização estão sendo normalizados.
As decisões foram anunciadas durante as Reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington. O reconhecimento institucional facilita a coleta de dados econômicos e a oferta de apoio financeiro, caso haja solicitação venezuelana.
Para analistas, o passo pode sinalizar maior previsibilidade para investidores, ao indicar que o país pode se tornar mais aberto a fluxos de capital externos, incluindo no setor de energia. Em Washington, autoridades também pressionaram por maior engajamento com Rodríguez.
Horas depois, os EUA anunciaram normas de alívio de sanções ao Banco Central da Venezuela. O objetivo é facilitar a reinserção financeira e a normalização de relações, segundo autoridades do Tesouro americano.
O cenário ocorre em meio a avanços diplomáticos, com Caracas retomando relações com Washington e aceitando condições para investimento externo em petróleo e mineração, anunciadas em leis venezuelanas recentes. As mudanças ocorrem no contexto das reformas econômicas acordadas.
Entre economistas, o reconhecimento institucional é visto como um passo relevante para atrair investimentos estrangeiros diretos, desde que haja continuidade de reformas e clareza regulatória, segundo especialistas ouvidos pela agência de notícias.
Entre na conversa da comunidade