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FMI retoma relações com Venezuela, rompidas desde 2019

FMI retoma relações com a Venezuela, suspensas desde 2019, em meio a mudanças políticas e aproximação com os Estados Unidos

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva (Foto: SHAWN THEW/EFE/EPA)
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  • O Fundo Monetário Internacional (FMI) retomou relações com o governo da Venezuela, suspensas desde março de 2019.
  • A decisão foi anunciada pela diretora-geral Kristalina Georgieva, envolvendo a administração interina de Delcy Rodríguez.
  • A Venezuela é membro do FMI desde 1946; a ruptura ocorreu após a crise política que levou Nicolás Maduro a manter o poder e Juan Guaidó se declarar presidente interino.
  • Rodríguez afirmou que a retomada ocorreu apesar de oposição interna e comentou que o extremismo venezuelano tentou impedir esse passo.
  • O contexto internacional inclui flexibilizações de sanções dos Estados Unidos sobre a Venezuela, com a retirada de Rodríguez da lista de sanções do Departamento do Tesouro e medidas sobre o sistema bancário público.

O FMI informou nesta quinta-feira que retomou relações com a Venezuela, rompidas desde 2019. A decisão envolve a condução do órgão e as avaliações dos seus membros.

Segundo a diretora-geral Kristalina Georgieva, a decisão seguiu a prática de longa data e levou em conta a maioria do poder de voto do FMI. O anúncio cita o governo da Venezuela na gestão de Delcy Rodríguez, atual presidente interina.

A Venezuela integra o FMI desde 1946. O rompimento ocorreu em março de 2019, em meio a questões de reconhecimento de governo, após a crise envolvendo a atuação de Nicolás Maduro e a declaração de autoridade da oposição.

Segundo a agência EFE, Rodríguez, em transmissão da VTV, comemorou a retomada, afirmando que a Venezuela já fazia parte do FMI desde 1946 e que o retorno era necessário para a economia do país.

Rodríguez responsabilizou o que chamou de extremismo venezuelano por tentar impedir o retorno ao FMI, citando visitas a capitais europeias para frear o passo do país. Ela assumiu a função de ditadora interina no começo de janeiro.

O regime chavista tem buscado aproximação com os Estados Unidos, inclusive na área de energia, após uma ação militar norte-americana em Caracas. O governo dos EUA também descreveu relações com a oposição de forma mais restrita.

Em abril, o OFAC, do Tesouro dos EUA, retirou Rodríguez da lista de sanções, onde estava desde 2018 por acusações de corrupção e violações de direitos humanos. Na terça, 14, o governo dos EUA suspendeu sanções ao sistema bancário público venezuelano.

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