- França e Reino Unido vão presidir reunião com cerca de 40 países, sem os Estados Unidos, para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz.
- O estreito é rota por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial e continua fechado desde o início da guerra no Oriente Médio.
- O primeiro-ministro britânico disse que faria tudo para aliviar o impacto econômico da guerra no Irã e destravar a passagem; o presidente francês mencionou que a missão será defensiva e restrita a países não envolvidos no conflito.
- Os EUA lançaram bloqueio naval em Ormuz, com cerco envolvendo milhares de militares e dezenas de navios e aeronaves; o Irã afirma contornar a patrulha com portos alternativos.
- A trégua acordada em 8 de abril deveria vigorar até 21, mas permanece sem conclusão devido a divergências, especialmente sobre os bombardeios israelenses contra o Líbano.
Os líderes da França e do Reino Unido vão presidir uma cúpula com cerca de 40 países, sem a participação dos Estados Unidos, para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz. A reunião ocorre em 17 de abril de 2026, em Paris, com foco na segurança da rota que movimenta cerca de 20% do petróleo mundial.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reuniu-se com o presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu. Em tom diplomático, ele afirmou que a reabertura do estreito é responsabilidade global e que se deve agir para restaurar o fluxo de energia e comércio.
Macron destacou, por meio de publicação, que a missão de garantia da navegação será estritamente defensiva, restrita a países não envolvidos no conflito, e executar‑se apenas quando as condições de segurança permitirem.
Participantes e objetivo
A lista de participantes não foi divulgada, mas há acordo entre França, Reino Unido e outras nações da região e da Ásia para discutir a questão sem a participação dos EUA. A mobilização informal ficou batizada como Iniciativa pela Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz.
Apesar da ausência dos EUA, Trump indicou a intenção de abrir o Estreito de Ormuz de forma permanente e unilateral, segundo informações republicanas. A posição de Washington envolve um bloqueio naval em apoio a sanções econômicas contra o Irã.
Contexto regional
A cúpula ocorre poucos dias após o início de ações de fiscalização naval apoiadas pelos EUA ao redor de Ormuz. O objetivo é pressionar o Irã e interromper o fluxo de recursos ao país, que depende de exportações petrolíferas para sustentar sua economia.
O bloqueio envolve dezenas de navios, aeronaves e milhares de militares, com o objetivo de impedir embarcações ligadas ao Irã de navegar pela região. O Irã tem anunciado uso de portos alternativos para contornar as medidas.
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, conectando águas por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. O fechamento contínuo, aberto apenas sob condições acordadas, mantém a passagem sob tensão desde o início do conflito regional.
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