- O Irã ameaça fechar novamente o Estreito de Ormuz se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiver o bloqueio aos navios iranianos.
- A posição foi confirmada pela agência de notícias Fars nesta sexta-feira (17), citando uma autoridade iraniana.
- Anteriormente, o Irã afirmou ter liberado o tráfego no estreito, mas Trump disse que os navios petroleiros iranianos não tinham autorização para transitar.
- O Estreito de Ormuz recebe cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural do mundo, e o bloqueio atual preocupa o mercado global de energia.
- Em março, o Irã já havia dito que o estreito poderia ficar fechado, com ataques a navios e minas, levando o Brent a ficar acima de US$ 100.
O Irã advertiu que poderá fechar novamente o Estreito de Ormuz caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantenha o bloqueio aos navios de bandeira iraniana. A informação foi divulgada pela agência Fars, citando uma autoridade iraniana, nesta sexta-feira (17).
Pouco antes, Teerã havia declarado ter liberado o tráfego no estreito, em meio a negociações com Washington. Logo depois, Trump afirmou que navios petroleiros iranianos não tinham autorização para transitar pela região, aumentando a tensão.
Risco ao tráfego e impactos
O governo iraniano teme interrupções contínuas no trânsito marítimo, o que pode afetar diretamente o comércio global de petróleo. O estreito conecta o Golfo Pérsico a rotas internacionais, com influência sobre preços e abastecimento.
Contexto estratégico
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do petróleo e do gás natural globais. Em 2 de março, o Irã já havia declarado o fechamento do canal, com promessas de ação contra navios que desrespeitassem a restrição local.
Repercussões econômicas
O bloqueio elevou o preço do Brent, referência internacional, acima de US$ 100 durante março. O Irã chegou a sinalizar a possibilidade de ampliar o conflito para pressionar o preço do petróleo.
Cenário diplomático
Trump tem pressionado aliados a apoiar os esforços norte-americanos para reabrir a passagem. A falta de alinhamento explícito entre parceiros reforça a tensão entre Teerã e Washington e as incertezas no mercado mundial de energia.
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