- Uma autoridade iraniana disse à Reuters que o Irã espera chegar a um acordo preliminar com os Estados Unidos nos próximos dias, possivelmente incluindo a prorrogação do cessar-fogo vigente.
- A abertura do Estreito de Ormuz fica condicionada ao cumprimento, pelos EUA, dos termos do cessar-fogo; não houve acordo sobre os detalhes das questões nucleares.
- Teerã pretende usar o cessar-fogo para avançar negociações sobre o levantamento de sanções e a indenização por danos de guerra, além de exigir garantias sobre a natureza pacífica de seu programa nuclear.
- O Irã afirmou que todos os navios poderão transitar pelo estreito, desde que coordenado com a Guarda Revolucionária Islâmica; o descongelamento de recursos iranianos seria parte do acordo.
- No contexto, centenas de navios e cerca de 20.000 tripulantes seguem retidos no Golfo; o bloqueio naval dos EUA permanece em vigor, e há a possibilidade de ampliar restrições se o cessar-fogo não for respeitado.
O Irã está próximo de chegar a um acordo preliminar com os Estados Unidos, segundo uma autoridade iraniana de alto escalão citada pela Reuters. O objetivo é avançar em negociações que também envolvem uma possível prorrogação do cessar-fogo entre as duas nações.
Abertura do Estreito de Ormuz seria condicionada ao cumprimento do cessar-fogo por parte dos EUA, informou a autoridade. Segundo ele, ainda não houve acordo sobre questões nucleares e as negociações precisam se aprofundar.
O emissário iraniano afirmou que o cessar-fogo pode favorecer o levantamento de sanções e a indenização por danos de guerra. Em contrapartida, o Irã acusaria a comunidade internacional de buscar garantias sobre a natureza pacífica de seu programa nuclear.
Outra voz oficial afirmou que, apesar da abertura, o tráfego no Estreito de Ormuz dependerá de coordenação com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). O descongelamento de recursos iranianos também seria parte do acordo, segundo a leitura de autoridades.
A Reuters destacou que centenas de navios e cerca de 20 mil tripulantes seguem retidos no Golfo, aguardando passagem pelo estreito. As rotas escolhidas dependeriam da avaliação de segurança do Irã, com limitações para navios militares.
Na região, o Estreito de Ormuz é crítico, advogando passagem de cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito mundial. O governo dos EUA manteve o bloqueio naval em vigor, conforme anunciado após negociações no Paquistão sem avanço.
A mídia iraniana, citando uma autoridade não identificada, indicou que o Irã pode encerrar o acordo caso o bloqueio dos EUA persista, o que seria visto como violação do cessar-fogo. O tema permanece em aberto e sujeito a novas negociações.
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