- Nesta sexta-feira, 17, o Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo que deve durar até terça-feira, no contexto de negociações com os EUA.
- Especialistas dizem que a passagem vale apenas enquanto durar o cessar-fogo, depois a situação pode mudar.
- A segurança é a principal incerteza, pois o Irã deixou minas navais no estreito e não sabe exatamente onde estão localizadas.
- As garantias de mapeamento e remoção das minas ainda não foram dadas, gerando apreensão entre navios e seguradoras.
- O anúncio impactou o mercado, com queda de cerca de 12,86% no preço do petróleo, e cerca de dois mil navios estão parados na região à espera de definições.
O Irã anunciou nesta sexta-feira 17 a reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo vigente até a próxima terça. A notícia foi veiculada por Diego Pavão, editor de Internacional da CNN, durante transmissão ao vivo. A medida ocorre em meio a negociações com os EUA e gera dúvidas sobre a prática da passagem marítima.
Especialistas afirmam que a liberação vale apenas enquanto durar o cessar-fogo. Passada a terça-feira, a situação pode mudar. Um desafio crítico é a segurança, já que minas navais foram deixadas no estreito e o local ainda não possui mapa definitivo das áreas afetadas.
A comunidade internacional cobra garantias dos EUA de que as minas foram mapeadas e removidas. Sem esse mapeamento, navegações ficam sob risco, o que preocupa empresas de navegação e seguradoras, segundo Pavão.
Pedágio e impacto econômico
O parlamento do Irã aprovou uma lei para cobrar passagem de navios pelo Estreito, com taxas que podem chegar a até dois milhões de dólares para embarcações não alinhadas ao país. A prática é contestada com base em diretrizes da ONU de 1994 que proíbem pedágios em estreitos naturais.
Especialistas ressaltam que a decisão de navegar pelo estreito depende das políticas de seguradoras e de cada empresa de navegação, diante da insegurança ainda presente. A reabertura parcial não garante operação sem prejuízos ou sem obstáculos.
O anúncio já teve efeito imediato no mercado: o preço do barril de petróleo caiu cerca de 13%. Estima-se que aproximadamente dois mil navios estejam parados no entorno do estreito, aguardando definições sobre segurança e tarifas.
As próximas horas vão indicar se haverá aumento significativo no fluxo de navios pela região ou se as precauções de segurança e possíveis cobranças manterão o tráfego limitado. As negociações entre Irã e EUA seguem como pano de fundo.
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