- O Irã informou que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está totalmente liberada pelo restante do cessar-fogo com os Estados Unidos, que expira na terça-feira, 21.
- A decisão ocorre em alinhamento com a entrada em vigor de uma trégua no Líbano, onde Israel enfrenta o Hezbollah, apoiado pelo Irã.
- A liberação segue a rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã, segundo o ministro Abbas Araghchi.
- A abertura da passagem já deveria ter ocorrido, mas ficou emperrada por discordâncias sobre os termos da pausa, especialmente quanto aos bombardeios de Israel no Líbano.
- O bloqueio anterior, imposto pelos Estados Unidos, visava pressionar o Irã e afetou o trânsito de cerca de 20 por cento do petróleo mundial; treze embarcações teriam desviado para portos iranianos ou áreas costeiras.
O Irã informou que a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está liberada durante o restante do cessar-fogo com os Estados Unidos, que vence na terça-feira 21. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi.
Segundo o ministro, a decisão acompanha o acordo de trégua no Líbano, onde Israel atua contra o Hezbollah, aliado do Irã. A medida utiliza a rota já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica.
A liberação ocorreu após a vigência de um cessar-fogo entre Irã e EUA, iniciado em 8 de abril. Os dois países estudam a possibilidade de extensão do acordo, mas houve resistência a condições de pausa prolongada.
Na noite de quinta-feira 16, Israel anunciou suspensão de ataques ao Hezbollah por dez dias, atendendo à pressão do governo dos EUA, que tem buscado reduzir a escalada no Oriente Médio.
Na semana anterior, a partir de segunda-feira 13, os EUA impuseram bloqueio ao redor do Estreito de Ormuz, rota que responde por cerca de 20% do petróleo mundial. O fechamento da passagem afeta o comércio e o preço do petróleo.
O estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, conectando-se ao Golfo Pérsico. A operação militar envolveu milhares de militares, dezenas de navios de guerra e apoio aéreo e naval.
Com os bloqueios, o objetivo dos EUA foi pressionar o setor de petróleo iraniano e interromper pagamentos de um suposto “pedágio de Teerã”, usado para permitir a passagem de navios com tarifas.Fontes oficiais citam impactos no tráfego marítimo da região.
O Comando Central dos EUA informou que 13 embarcações tiveram que retornar a portos ou áreas próximas ao Irã durante a implementação das medidas. A situação elevou a cautela de siderúrgias, refinarias e companhias de navegação.
Entre na conversa da comunidade