- O Irã anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz para tráfego de embarcações comerciais, após um cessar-fogo de 10 dias no Líbano mediado pelos Estados Unidos.
- A decisão vale pelo restante da trégua, mantendo o estreito aberto durante o período acordado.
- O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, disse que a passagem está completamente aberta em conformidade com o cessar-fogo.
- O anúncio coincidiu com uma queda nos preços do petróleo, com o barril WTI recuando cerca de 10% após a notícia.
- Reações internacionais incluíram apoio da União Europeia e declarações de Erdogan sobre a importância da liberdade de navegação na região.
O Irã anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (17), permitindo passagem de todas as embarcações comerciais. A medida ocorre durante a vigência de um cessar-fogo de 10 dias no Líbano, mediado pelos EUA e Israel, que envolve Beirute.
Segundo autoridades iranianas, a passagem permanecerá aberta durante o restante do acordo de trégua. O ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que o tráfego está plenamente liberado em consonância com o cessar-fogo libanês.
A decisão foi coordenada com a Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã, que já havia traçado rotas seguras para navegação na região.
Repercussos internacionais
O governo dos EUA agradeceu a reabertura do estreito, considerado estratégico para o comércio global de petróleo. A notícia estimulou movimentos de queda nos preços do petróleo, com o barril WTI registrando recuo próximo de 10%.
Na Europa, autoridades reiteraram a defesa da liberdade de navegação, com a comissária europeia para o Mediterrâneo chamando o bloqueio de inaceitável. A Turquia ressaltou a importância de manter o fluxo comercial na região.
O Estreito de Ormuz continua sendo uma rota-chave para o petróleo mundial, tornando a normalização do tráfego uma medida relevante para a volatilidade dos mercados, mesmo diante de incertezas regionais.
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