- A Agência Meteorológica do Japão classificará dias com 40°C ou mais como “cruelmente quentes” (kokusho-bi).
- A medida visa ampliar a vigilância diante de ondas de calor cada vez mais frequentes, anunciada na sexta-feira (17).
- O termo vencedor foi escolhido após pesquisa com 478 mil pessoas; outras opções incluíam “dia super extremamente quente” (cho-mosho-bi).
- Em 2025, o Japão teve o verão mais quente desde o início dos registros, em 1989; no mundo, o ano ficou entre os três mais quentes da história.
- A mudança de terminologia faz parte de esforços para monitorar e comunicar riscos relacionados ao calor extremo.
O Japão vai adotar uma classificação oficial para dias em que as temperaturas atingirem 40°C ou mais. A definição será utilizada para designar o fenômeno como “cruelmente quente” (kokusho-bi). A medida foi anunciada pela Agência Meteorológica do Japão nesta sexta-feira.
A nova terminologia busca ampliar a vigilância pública diante de ondas de calor cada vez mais frequentes, em um contexto de verão próximo no hemisfério norte. A agência descreveu a classificação como um apelo mais eficaz à atenção da população.
Dados recentes indicam que o Japão enfrentou verões extremamente quentes nos últimos anos. Em 2025, o país viveu o verão mais quente desde o início dos registros. Globalmente, o ano foi o terceiro mais quente da história.
Definição e processo
Para criar a nova categoria, a agência realizou uma pesquisa com a população. Ao todo, foram ouvidas 478 mil pessoas, que contribuíram para o conceito final.
Entre as opções, o termo cruamente quente ficou em primeiro lugar. Outras propostas incluíam dia super extremamente quente e dia de sauna, mas a classificação escolhida será a oficial.
Contexto climático
A decisão ocorre em meio a ondas de calor crescentes no Japão e no mundo. Especialistas apontam que a mudança climática, associada ao uso de combustíveis fósseis e desmatamento, intensifica eventos climáticos extremos.
Outro dado relevante é o registro de que 2025 ficou entre os anos mais quentes da história global, reforçando a necessidade de monitoramento e comunicação pública sobre riscos.
Entre na conversa da comunidade