- Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah entrou em vigor em 17 de abril de 2026, e libaneses deslocados começaram a retornar para casa, com movimento intenso nos subúrbios de Beirute e em áreas do sul do Líbano.
- Beirute e seus arredores sofreram bombardeios; alguns moradores disseram que o retorno é mínimo devido aos riscos e aos danos ainda existentes.
- No sul do país, dezenas de milhares de pessoas formaram um engarrafamento na ponte de Qasmiyeh, aguardando a volta aos seus lares pela primeira vez em mais de um mês.
- O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o cessar-fogo não encerra a campanha e que, se os combates recomeçarem, moradores que haviam retornado terão que fugir novamente.
- Atingidos pela violência antes da trégua, 13 pessoas morreram em Tiro minutos antes da vigor da trégua; houve também ferimentos e desaparecidos. As lideranças dos dois países devem se reunir com o presidente dos Estados Unidos nos próximos dias.
O cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrou em vigor nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, e muitos libaneses deslocados passaram a tentar retornar aos seus lares. O movimento foi observado nos subúrbios de Beirute e também no sul do Líbano, conforme informações da AFP e da Reuters.
O retorno ocorre enquanto a região mantém níveis de tensão. Em Beirute, moradores relataram danos graves às casas causados pelos bombardeios, mas manifestaram esperança de que a trégua se consolide. Em Sidon, no sul, houve grande fluxo de veículos anunciando a volta para casa.
Segundo relatos, o engarrafamento na ponte de Qasmiyeh, que liga Sidon a outras áreas do sul, atraiu dezenas de milhares de pessoas pela manhã. Muitos aguardavam a oportunidade de verificar condições de moradia após semanas de deslocamento.
Entre os relatos, Insaf Ezzeddine disse que a casa sofreu danos severos, mas aprovou o cessar-fogo e desejou o fim do conflito. Ali Hamza afirmou que a casa ficou de pé, porém o retorno total é inviável diante de riscos persistentes.
Outro morador, Mohammed Abou Raya, de 35 anos, contou à AFP que o importante era voltar à terra, mesmo sem recuperar todas as residências. Ele é pai de três filhos e estava preso no engarrafamento para retornar a casa.
Retorno de civis e condições no terreno
O cessar-fogo não foi visto como um encerramento definitivo da operação militar, segundo declarações do ministro da Defesa de Israel. Israel Katz afirma que as forças permanecerão mobilizadas ao sul e que nova atividade poderá exigir nova fuga de residentes.
No Líbano, ainda não houve participação direta das Forças Armadas no conflito. O país permanece sob pressão diplomática para evitar novos confrontos, enquanto autoridades monitoram a evolução da trégua.
Contexto recente e desdobramentos
As hostilidades começaram em março, quando o Hezbollah lançou foguetes em retaliação pela morte de um líder iraniano, e Israel respondeu com bombardeios no Líbano. A violência provocou dezenas de milhares de deslocamentos e destruição em áreas próximas à capital Beirute e no sul do Líbano.
Treze pessoas morreram em Ti ro minutos antes da entrada em vigor da cessação de hostilidades, conforme a AFP, que também aponta dezenas de feridos e dezenas desaparecidos. O incidente levou o Líbano a acusar Israel de violar o acordo.
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