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Líderes da direita europeia se distanciam de Trump

Líderes de direita na Europa recuam de Trump, criticando suas ações e alertando para riscos à paz e à economia, principalmente no Oriente Médio

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa enquanto a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, ouve durante uma cúpula de líderes europeus e do Oriente Médio sobre Gaza no Egito em 13 de outubro de 2025
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  • Líderes da direita europeia que antes viam Trump como aliado passaram a criticá-lo, em meio à guerra no Irã e ao impacto econômico global.
  • No Reino Unido, Nigel Farage adotou tom mais cauteloso sobre Trump, dizendo que o conhecimento pessoal não é relevante para seu apoio ou oposição.
  • Na Alemanha, Tino Chrupalla e Alice Weidel do AfD criticaram ações dos EUA, citando possível crimes de guerra e desestabilização do Oriente Médio.
  • Na França, Marine Le Pen alertou para consequências catastróficas nos preços de combustíveis, enquanto Jordan Bardella condenou as “ambições imperiais” de Trump.
  • Em Itália, Giorgia Meloni criticou ataques de Trump ao papa, defendendo o Papa como líder da Igreja; pesquisa da YouGov mostra rejeição de mais de oitenta por cento a Trump na Europa.

Pouco mais de um ano após o impulso inicial de apoio da direita europeia a Donald Trump, cresce o distanciamento entre líderes do setor. A mudança ocorre em meio ao aprofundamento da guerra no Oriente Médio e às consequências econômicas associadas, como o fechamento do Estreito de Ormuz.

Em vários países da Europa, políticos que antes viam Trump como aliado passaram a criticar suas ações e retomar posições mais independentes. O desenrolar dos eventos tem influência direta sobre o cenário político interno, especialmente para partidos de direita e ultradireita.

Reações no Reino Unido e na Alemanha

No Reino Unido, Nigel Farage, líder do Reform UK, adotou tom mais cauteloso ao comentar publicamente o presidente americano, sinalizando que o apoio não é automático. Na Alemanha, Tino Chrupalla do AfD acusou o governo dos EUA de potenciais crimes de guerra em operações no Irã, enquanto Alice Weidel afirmou que a desestabilização do Oriente Médio não é do interesse alemão.

França e Itália

Na França, Marine Le Pen questionou a condução da guerra e apontou risco de efeitos negativos sobre os preços de combustíveis, ao passo que Jordan Bardella criticou o que chamou de ambições imperiais de Trump. Já na Itália, Giorgia Meloni criticou ataques recentes do presidente americano ao papa Leão XIV, fortalecendo sua posição de ponte entre Washington e a União Europeia. Matteo Salvini, vice-premier italiano, manifestou apoio ao pontífice.

Contexto econômico e social

A situação é influenciada pela guerra no Oriente Médio, que afeta a economia global devido à importância estratégica de rotas de petróleo. A comunidade europeia observa impactos sobre preços de energia e equilíbrio macroeconômico, com expectativas de volatilidade nos próximos meses.

Pesquisas e impactos políticos

Uma sondagem da YouGov, divulgada em março, mostrou rejeição elevada a Trump entre europeus, com índices acima de 80% em países como Alemanha e Itália. Os diagnósticos já repercutem na política interna, com aliados enfrentando quedas de popularidade e derrotas eleitorais, como ocorreu em Hungria com Viktor Orbán.

Percepção de risco na região

Em linhas gerais, 73% dos europeus enxergam Trump como ameaça à paz e à segurança na Europa, ante 82% que percebem Putin como maior ameaça. O quadro sinaliza uma tendência de maior cautela entre líderes europeus em relação às ações do ex-presidente e suas consequências regionais.

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