- O Estreito de Ormuz foi declarado “completamente aberto” a navios mercantes, levando Reino Unido, França, Alemanha e Itália a sinalizar acordo de princípio para enviar forças navais ao Golfo Pérsico e proteger a navegação.
- O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a missão excluiria os EUA, enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou esperar a participação americana.
- Macron reafirmou que as negociações são encorajadoras, desde que haja abertura imediata do estreito, passagem livre e respeito ao direito do mar.
- Merz ressaltou a necessidade de reduzir preços de energia, advertindo que a guerra não pode virar um teste de resistência transatlântica.
- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, celebrou o fim do bloqueio ao canal e pediu um acordo viável e duradouro, com a continuidade das negociações.
Diversos líderes europeus elogiaram o acordo de cessar-fogo entre EUA, Israel e Irã, mas cobraram uma solução duradoura para a região. O Estreito de Ormuz ficou novamente no centro das atenções, após declarações sobre a abertura do canal a navios mercantes.
O anúncio envolve Reino Unido, França, Alemanha e Itália, que chegaram a um acordo de princípio para enviar forças navais ao Golfo Pérsico. O objetivo é proteger a navegação mercante na região, diante das incertezas geopolíticas em torno do canal estratégico.
Na coletiva de imprensa, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que qualquer missão conjunta excluiria a participação dos EUA, enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, disse esperar a participação americana. Macron reforçou que a abertura imediata e incondicional do estreito é essencial, assim como a livre passagem e o respeito ao direito do mar.
Macron também disse, em Paris, que as negociações são encorajadoras, mas é preciso tratar o tema com prudência. O chanceler Merz ressaltou que reduzir preços de energia é crucial e que o conflito não pode se tornar um teste de resistência entre aliados transatlânticos.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, celebrou o fim do que chamou de bloqueio iraniano ao canal. O líder enfatizou a necessidade de um acordo viável e duradouro e pediu que as negociações sejam retomadas para manter o estreito aberto e os preços estáveis.
Desdobramentos e próximos passos
A reportagem aponta que a cooperação naval envolve compromissos de segurança para garantir passagem segura e reduzir riscos de interrupções no comércio mundial. Diplomatas sinalizam que as discussões estão em estágio preliminar, com decisões a serem alinhadas entre os países envolvidos.
Fontes diplomáticas destacam que a cooperação não substitui acordos multilaterais existentes, mas pode representar uma resposta coordenada a tensões regionais. O tema deverá permanecer na agenda de cúpulas e reuniões ministeriais nas próximas semanas.
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