- Lula chegou a Barcelona, Espanha, na noite de quinta-feira (16/4) para participar do Global Progressive Mobilisation, evento de esquerda criado para debater pautas diante do avanço da direita radical.
- A viagem inclui paradas em Hanover, Alemanha, na domingo, e Lisboa, Portugal, encerrando-se na sequência desta semana.
- O encontro reúne lideranças de esquerda, com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez à frente, e aborda democracia, desinformação e violência de gênero, em meio às tensões globais com Donald Trump.
- O acordo Mercosul–União Europeia deve entrar em vigor em 1º de maio, com eliminação de tarifas para 92% das exportações do Mercosul, beneficiando especialmente agropecuária e calçados brasileiros.
- A viagem deve mobilizar cerca de quinze ministros e resultar em mais de vinte acordos com Espanha e Alemanha, sendo a maior comitiva de Lula neste mandato; especialistas avaliam tom cuidadoso na relação com Trump.
Lula desembarcou em Barcelona, Espanha, na noite de quinta-feira (16/4), para participar de um encontro de esquerda diante de tensões globais com Donald Trump. O objetivo é debater pautas da esquerda diante do avanço da direita radical, em evento organizado por líderes europeus.
A viagem pode ser a última grande itinerância internacional do terceiro mandato de Lula. A agenda europeu acontece antes das atividades na Alemanha e Portugal, em uma passing com o choque de posições entre o governo brasileiro e a gestão norte-americana.
Na Catalunha, Lula reúne-se com chefes de esquerda, incluindo o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, criador do encontro Global Progressive Mobilisation. O fórum aborda democracia, desinformação e violência de gênero, culminando numa plenária liderada por Sánchez e Lula.
Contexto político e agenda
A comitiva de Lula será a maior já presente em uma viagem internacional do presidente neste mandato, com cerca de 15 ministros. Ao menos 20 acordos devem ser discutidos com Espanha e Alemanha em diversas áreas.
O tema econômico envolve o acordo Mercosul-UE, que deve entrar em vigor em 1º de maio, após décadas de negociação. O acordo promete eliminar tarifas para 92% das exportações do Mercosul, num ganho estimado de US$ 61 bilhões.
Para o Brasil, destacam-se benefícios em agropecuária e calçados, bem como redução de preços de importados europeus, como vinhos, azeites e queijos. Também há expectativa de menores custos em veículos, insumos agrícolas e produtos veterinários.
Especialistas avaliam que a presença de Lula na Espanha exige equilíbrio. O objetivo é criticar Trump sem afastar aliados que defendem relação estável com os EUA, segundo a BBC News Brasil.
Análise de perspectivas
O debate ocorre em meio a pesquisas de intenção de voto, com Flávio Bolsonaro (PL) liderando realisticamente em cenários de segundo turno, segundo a Quaest. Eduardo Bolsonaro está nos EUA, aproximando-se de figuras do governo norte-americano, o que pode influenciar a percepção de eleitores.
Para especialistas, a viagem pode render ganhos diplomáticos se o governo brasileiro mantiver tom técnico e evitar confrontos diretos, principalmente durante a cobertura global do evento. A janela de oportunidades envolve parcerias além dos EUA.
Encaminhamentos da agenda
Lula segue para Hanover, Alemanha, no domingo, e encerra a viagem em Lisboa, Portugal, na segunda-feira. A agenda inclui sessões com lideranças de esquerda e a assinatura de acordos com autoridades espanholas e alemãs. A narrativa central é a cooperação internacional sem rupturas.
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