- Maersk e Hapag-Lloyd indicam cautela para atravessar o Estreito de Ormuz, mesmo com a notícia de abertura para navegação comercial.
- A agência estatal Fars informou que, se os EUA manterem o bloqueio naval aos portos do Irã, Teerã considerará isso uma violação do cessar-fogo e fechará Ormuz.
- A reabertura do Estreito depende do cumprimento de condições e do cessar-fogo no Líbano, segundo a Fars.
- A Maersk disse que a segurança de tripulação, navios e cargas é prioridade e que, até agora, orientações de segurança sugerem evitar a travessia pelo estreito.
- A Hapag-Lloyd chamou a notícia de abertura de boa, mas afirmou que há dúvidas a esclarecer nas próximas 24 a 36 horas e que atravessarão o estreito apenas após resolver questões como cobertura de seguro, ordens do governo e do Exército do Irã sobre o corredor e a sequência de saída dos navios.
Ontem, a agência de notícias estatal Fars informou que, caso os EUA mantenham o bloqueio naval aos portos do Irã, o regime iraniano considerará isso uma violação do cessar-fogo e poderá fechar novamente o Estreito de Ormuz. A nota atribuiu a declaração a uma “fonte bem informada próxima ao Conselho Supremo de Segurança Nacional” e citou a condição de reabertura como dependente do cumprimento de certos termos e do cessar-fogo no Líbano.
A Maersk afirmou ter tomado conhecimento do anúncio de reabertura. A companhia destacou que a segurança da tripulação, das embarcações e das cargas é a prioridade e que, desde o início do conflito, tem seguido as orientações de parceiros de segurança da região, mantendo a prática de evitar a travessia pelo Estreito de Ormuz, a menos que haja mudanças de risco.
A alemã Hapag-Lloyd considerou a notícia positiva, mas disse ter dúvidas que serão esclarecidas nas próximas 24 a 36 horas. A transportadora informou que atravessarão o Estreito assim que todas as questões pendentes forem resolvidas, entre elas cobertura de seguro, ordens do governo e do Exército iraniano sobre o corredor marítimo exato a ser utilizado e a sequência de saída dos navios.
O que resta esclarecer
O anúncio da reabertura não elimina incertezas operacionais. A empresa afirmou que dependerá de avaliações de risco contínuas e de monitoramento da situação de segurança na região. A comunicação também destacou a necessidade de esclarecer detalhes sobre o corredor de navegação, obrigações de seguro e diretrizes oficiais.
Desdobramentos futuros dependem da implementação prática das condições citadas. Autoridades e empresas do setor ficarão atentas a mudanças na situação regional para definir datas e itinerários de passagem pelo Estreito de Ormuz.
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