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Mais de 12 países se oferecem para missão em Ormuz, diz Reino Unido

Mais de doze países oferecem-se para integrar missão de proteção ao Estreito de Ormuz, enquanto Trump diz não precisar da ajuda de aliados

Estreito de Ormuz — Foto: Reuters
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  • Mais de 12 países se ofereceram para participar de uma missão internacional para proteger o transporte no Estreito de Ormuz, quando as condições permitirem.
  • O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em meio a declarações de que Donald Trump disse não precisar da ajuda de aliados.
  • Cerca de 50 países da Europa, Ásia e Oriente Médio participaram de videoconferência presidida pela França e pelo Reino Unido, com objetivo de detalhar o planejamento militar.
  • A iniciativa não inclui, por ora, os Estados Unidos nem o Irã, mas diplomatas dizem que uma missão realista precisará coordenar-se com ambos.
  • França, Reino Unido e aliados tentam manter o estreito aberto e reduzir riscos, com uma conferência de planejamento em Londres na próxima semana para anunciar a composição da missão.

Mais de 12 países se ofereceram para participar de uma missão internacional para proteger o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, quando as condições permitirem. A declaração foi feita pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, em meio a comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, de que não precisa da ajuda de aliados.

Cerca de 50 nações participaram de uma videoconferência organizada pela França e pelo Reino Unido. O encontro buscou dar continuidade a um planejamento militar inicial e enviar um sinal a Washington sobre a possibilidade de atuação conjunta.

O Irã sinalizou que pode reabrir o estreito, mas tem mantido a passagem amplamente fechada a navios que não sejam seus desde os ataques aéreos de EUA e Israel, em 28 de fevereiro. Washington impôs bloqueio a navios que entram ou saem de portos iranianos na segunda-feira.

Participação internacional e posições

Trump afirmou que não precisa da contribuição de aliados para o bloqueio e criticou países da Otan. Em Paris, as conversas foram concluídas sem a presença de EUA ou Irã na iniciativa.

Reino Unido, França e outros integrantes indicaram que aderir ao bloqueio seria equivalente a entrar em guerra, mas estariam dispostos a ajudar a manter o estreito aberto durante um cessar-fogo duradouro ou o fim do conflito.

Compromissos e próximos passos

Macron destacou que a reunião permitiu uma mensagem unificada pela reabertura imediata do estreito e pela restauração da livre navegação. Parte dos meios navais franceses pode ser mobilizada para a missão.

Starmer informou que a próxima conferência de planejamento militar, em Londres, apresentará a composição da missão e a participação de mais de 12 países. A iniciativa não inclui, por ora, EUA nem Irã, embora haja expectativa de coordenação com ambos.

Perspectivas e cenários

Merz, da Alemanha, disse que o país pode contribuir e que a participação dos EUA também seria desejável. Diplomatas ressaltaram que a missão pode não se concretizar se a situação no estreito normalizar.

Alguns analistas apontam que companhias de transporte e seguradoras podem pedir presença internacional durante a transição para maior segurança, com atividades possíveis como compartilhamento de inteligência, desminagem e escoltas.

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