- Um destróier japonês, JS Ikazuchi, atravessou o Estreito de Taiwan, segundo a China.
- A China disse ter monitorado todo o percurso e classificou a passagem como provocação deliberada, com apoio de suas forças navais e aéreas.
- As Forças do Japão não comentaram à Reuters sobre a travessia.
- A China mantém Taiwan como parte de seu território e vê o Estreito como linha vermelha, em meio a relações tensas com o Japão desde declarações de Sanae Takaichi, em novembro de 2025.
- O porta-voz Guo Jiakun afirmou que tais declarações prejudicaram as relações e que a passagem representa ameaça à soberania; a China apresentou protesto formal ao Japão.
O navio de guerra japonês JS Ikazuchi atravessou o Estreito de Taiwan na sexta-feira, uma passagem que Tóquio não comentou à Reuters. Pequim classificou o deslocamento como uma provocação deliberada, enquanto acompanhava o trajeto com forças navais e aéreas.
De acordo com o porta-voz militar chinês, as tropas monitoraram o destróier ao longo de todo o percurso, destacando vigilância constante na região. O Ministério da Defesa do Japão não respondeu a pedidos de comentário da agência.
Contexto regional
A China considera Taiwan parte de seu território e vê o Estreito como zona de soberania. O governo de Taiwan rejeita essa visão e mantém posição de independência administrativa.
Relações bilaterais e antecedentes
A tensão entre China e Japão se intensificou após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em novembro de 2025, sobre resposta militar do Japão em caso de ataque a Taiwan. As declarações favoreceram o esfriamento das relações.
Reações oficiais
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que as declarações de Takaichi prejudicam gravemente as relações entre os dois países. Jiakun disse que o envio do navio japonês representa um erro contínuo e ameaça a soberania chinesa.
Desdobramentos diplomáticos
A China apresentou protesto formal ao Japão, alegando que a travessia é uma provocação que compromete a segurança regional. Pequim reiterou a sua oposição a qualquer presença militar estrangeira no Estreito de Taiwan.
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