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Navios-tanque falsos inundam o Estreito de Hormuz, analistas acompanham

No estreito de Hormuz, analistas rastreiam navios que desligam transponders; já ocorreram 148 episódios de atividade sombria, apontando tráfego sob sanções

A very large ship passes in the distance several seagulls fly in the air over the sea
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  • Analistas de seguros marítimos e traders de petróleo acompanham o estreito de Hormuz, onde o volume de navios que somem aumenta e técnicas de monitoramento se tornam mais criativas.
  • Samir Madani, cofundador do TankerTrackers.com, comenta que, com a limitação de imagens de alta resolução por parte de EUA, a empresa recorre a fontes antigas e a dados de terceiros.
  • A análise combina imagens eletro-ópticas, radar de abertura sintética e sinais de rádio, cruzando com dados de registro de navios e indicadores humanos a bordo.
  • Além de imagens, há dependência de investigação tradicional, como reconhecer navios por histórico de rastreamento ou deduzir rotas a partir de dados históricos.
  • Em apenas uma situação recente, foram monitorados 148 “eventos de atividade escura”, períodos em que navios desligaram transponders, indicando desafios de visibilidade no estreito.

O estreito de Hormuz volta a ser objeto de foco de analistas, depois que navios com histórico de violação de sanções passaram a sumir com maior frequência na rota que liga o Golfo Pérsico ao mundo. Empresas de seguros marítimos e traders de petróleo acompanham a tendência, buscando entender quem opera, onde estão os barcos e por que há esse aumento de “navios fantasmas” na região.

Entre as fontes consultadas, destaca-se Samir Madani, cofundador da TankerTrackers.com. Ele diz que, mesmo com a limitação de imagens de alta resolução anunciada por satélites norte-americanos em abril, a prática continua: a empresa utiliza tanto dados de fontes comerciais quanto públicas para indicar quando e a que ritmo ocorre a movimentação de petróleo e outras mercadorias no estreito.

Outra linha de trabalho vem de Bockmann, executiva de uma empresa de análise de tráfego marítimo. Ela combina imagens com sensores ópticos para captar luz visível e infravermelha, radar de abertura sintética para mapas mesmo sob nuvens e trechos de dados de rádio que incluem sinais de dispositivos a bordo. Bancos de dados com registro de navios e sinais de presença humana ajudam a estimar destinos e origens com maior precisão.

Segundo as análises, o uso de imagens por satélite, antes cara, tem se tornado mais acessível. As técnicas permitem cruzar dados visuais, geolocalização de navios, padrões de trajeto e históricos de violações de sanções. Ainda assim, há limitações, pois, para o Irã, a visibilidade total é considerada impraticável, admitiu a dupla de analistas.

Nesta semana, as equipes acompanharam 148 eventos de “atividade escura” — momentos em que navios desligam transponders. Esse tipo de ocultação complica o monitoramento em tempo real e alimenta incertezas sobre a origem, o destino e a carga transportada. O estreito continua sendo uma rota crítica para o suprimento global de petróleo e gás, o que mantém o interesse de seguradoras e traders na atualização constante dos dados.

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