- O neto de Raúl Castro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, pediu um canal direto com o ex-presidente Donald Trump para discutir alívio de sanções e acordos econômicos.
- A carta, enviada por meio de um intermediário privado, incluía propostas de investimentos e alertas sobre um eventual confronto militar, segundo o Wall Street Journal.
- A iniciativa foi barrada na chegada a Miami, quando o empresário foi impedido pela imigração e retornou a Cuba sem entregar o documento.
- A operação ocorre em meio à crise energética em Cuba, marcada pela redução de fornecimento de petróleo e pressão sobre a economia.
- O movimento ocorre em um ambiente de tensão recente: Díaz-Canel sinalizou estar pronto para responder a possível ação militar dos Estados Unidos, enquanto Trump mencionou, em público, a possibilidade de intervenção.
Uma tentativa do entorno do governo cubano de abrir diálogo direto com o presidente dos EUA, Donald Trump, falhou antes de chegar à Casa Branca. A comunicação visava discutir sanções e caminhos econômicos em meio à crise interna na ilha. A iniciativa partiu de Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro e assessor próximo ao ex-presidente cubano.
Segundo o Wall Street Journal, a carta incluía propostas de investimentos e pedidos de flexibilização de restrições impostas por Washington. Também trazia alertas sobre a preparação do regime diante de um possível confronto militar. O uso de um intermediário privado foi parte da estratégia para levar a mensagem aos EUA.
A tentativa foi interrompida na fronteira norte dos Estados Unidos. Um empresário de Havana, ligado ao turismo de alto padrão, foi impedido de registrar a entrega em Miami e retornou a Cuba sem entregar o documento. A carta não chegou à Casa Branca.
A crise energética em Cuba também ocupa o cenário. O país enfrenta restrições de fornecimento de petróleo que agravam a queda de atividade econômica e as pressões sociais. A dificuldade energética intensifica o interesse por acordos que aliviem sanções, segundo a reportagem.
Detalhes da tentativa e impactos
A iniciativa é analisada como uma etapa para contornar a diplomacia tradicional, associada a uma linha mais rígida. A posição de Washington, defendida por autoridades como Marco Rubio, é de maior pressão sobre o governo cubano. O entorno de Raúl Castro busca uma via pragmática, com foco em resultados econômicos.
Na Casa Branca, Trump já mencionou a possibilidade de intervenção na ilha em cenários não especificados, enquanto Díaz-Canel afirmou que o país está preparado para responder a ações externas. O episódio amplia a tensão entre Havana e Washington em meio a um contexto de instabilidade regional.
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